UMA ANÁLISE DAS COSMOVISÕES AFRICANAS DE KIRIKU E A FEITICEIRA:

o espaço fílmico, representações não-eurocêntricas e suas discussões

Autores

  • Mariana Silva Rodrigues UFMA

DOI:

https://doi.org/10.21680/1984-817X.2022v18n1ID26384

Palavras-chave:

Cosmogonia; Espaço; Eurocêntricas; Colonialismo; Representações.

Resumo

O artigo em questão analisa o curta metragem franco-belga Kiriku e a feiticeira tendo em vista as cosmovisões africanas que estão presentes nele. Isso porque, tem origem em experiências do diretor Michel Ocelot que viveu na África Ocidental na infância e teve contato com a tradição oral. Ao pensar sobre o espaço midiático em geral, sua relação com concepções eurocêntricas e, consequentemente suas ligações com o colonialismo, o artigo destaca como as representações divergem de produções majoritariamente assistidas, de modo que faz uma análise sobre os aspectos estéticos da obra evidenciando a presença de cosmogonias africanas para destacar a singularidade, e ao mesmo tempo a pluralidade de tradições da África Ocidental. 

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Publicado

14-04-2022

Como Citar

SILVA RODRIGUES, M. UMA ANÁLISE DAS COSMOVISÕES AFRICANAS DE KIRIKU E A FEITICEIRA:: o espaço fílmico, representações não-eurocêntricas e suas discussões. Revista Espacialidades, [S. l.], v. 18, n. 1, p. 423–445, 2022. DOI: 10.21680/1984-817X.2022v18n1ID26384. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/espacialidades/article/view/26384. Acesso em: 5 dez. 2022.