O COMBATE À LEPRA NO RIO GRANDE DO NORTE

a construção do Leprosário São Francisco de Assis durante as primeiras décadas do século XX

Autores

  • Isa Cristina Barbosa Antunes UFRN

DOI:

https://doi.org/10.21680/1984-817X.2021v17n1ID21862

Palavras-chave:

espaço médico, leprosário, saberes médicos

Resumo

O presente artigo discute como ocorreu a construção do Leprosário São Francisco de Assis, em Natal durante as duas primeiras décadas do século XX. Objetivamos analisar os debates médicos travados sobre a enfermidade, observando como eles influenciaram a construção do leprosário potiguar, e dissertar como ocorreu a edificação do isolamento. Utilizaremos os discursos dos membros da Comissão de Profilaxia da Lepra veiculados na revista Brazil-Médico, as mensagens dos Presidentes de Estado retratadas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e os principais jornais que circulavam na cidade. Baseamos nossa análise nas ideias de espaço de Certeau, assim, entendemos o leprosário como um espaço construído que ganhou significado a partir dos discursos e dos saberes médicos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AROUCA, S. O. Dilema preventivista. Rio de Janeiro, Editora Unesp, 2003.

BENCHIMOL, Jaime; ROMERO SÁ, Magali. (Orgs.). Adolph Lutz: Hanseníase. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2004.

CASTRO, Elizabeth Amorim. O Leprosário São Roque e a modernidade: uma abordagem da hanseníase na perspectiva da relação espaço-tempo.2005. 100 f. Dissertação (Departamento de Geografia) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2005.

CHALHOUB, Sidney. Cidade febril: cortiços e epidemias na corte imperial. São Paulo:

Companhia das Letras, 1996.

CABRAL, Dilma. Lepra, medicina e políticas de saúde no Brasil (1894-1934). Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2013.

CARDOSO, Rejane (Coord.). 400 nomes Natal. Natal: Prefeitura Municipal do Natal, 2000. (Coleção Natal 400 anos).

COSTA, Dilma Fátima Avellar Cabral da. Entre ideias e ações: medicina, lepra e políticas

públicas de saúde no Brasil (1894-1934). 2007, 410f. Tese (Doutorado em História) –Departamento de História, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2007.

CUNHA, Vivian da Silva. O isolamento compulsório em questão: política de combate à lepra no Brasil (1920 e 1945). 2005. 151f. Dissertação (Departamento de História) – Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde/Casa de Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2005.

CUNHA, Vivian da Silva. Isolados “como nós” ou isolados “entre nós”?. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 17, n. 4, p. 939-954, out.-dez. 2010.

HOCHMAN, Gilberto. A era do saneamento: as bases da política de Saúde Pública no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1999.

LUZ, Madel. Medicina e ordem política brasileira: políticas e instituições de saúde (1850-1930). Rio de Janeiro: Graal, 1982.

Downloads

Publicado

29-03-2021

Como Citar

BARBOSA ANTUNES, I. C. O COMBATE À LEPRA NO RIO GRANDE DO NORTE: a construção do Leprosário São Francisco de Assis durante as primeiras décadas do século XX. Revista Espacialidades, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 243–263, 2021. DOI: 10.21680/1984-817X.2021v17n1ID21862. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/espacialidades/article/view/21862. Acesso em: 17 ago. 2022.