Macunaíma, um malandro alegórico

Autores

  • Renato Amado Brown University

DOI:

https://doi.org/10.21680/1983-2435.2018v3n1ID13338

Palavras-chave:

Macunaíma. Malandro. Trickster. Makunaima. Alegoria

Resumo

Pretende-se demonstrar, neste artigo, que Macunaíma é um malandro. Para isso, é feita uma apresentação de tal conceito, de acordo com a obra de Roberto DaMatta, Carnavais, malandros e heróis, cotejando-o com as definições de renunciador e de caxias, igualmente apresentadas pelo antropólogo. Extrai-se as características essenciais do malandro e verifica-se se Macunaíma as possui. Chega-se a uma resposta afirmativa, o que leva à conclusão de que o personagem marioandradiano é um malandro. Passa-se a um breve estudo da alegoria e a uma análise do caráter alegórico de Macunaíma, buscando-se compreender o que pretendeu o autor do clássico modernista ao criar um protagonista que é uma alegoria de um trickster mitológico, qual seja, Makunaima. Ao final do artigo, espera-se que reste demonstrado que Macunaíma não é o ansiado herói nacional, pois tal função redentora caberá a um renunciador, não a um malandro, pelas razões que serão apresentadas.

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Biografia do Autor

Renato Amado, Brown University

Especialista e mestre em Literatura Brasileira pela UERJ. Doutorando em estudos portugueses e brasileiros, na Brown University (EUA).

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Publicado

21-05-2018

Como Citar

AMADO, R. Macunaíma, um malandro alegórico. Revista Odisseia, [S. l.], v. 3, n. 1, p. p. 170 – 189, 2018. DOI: 10.21680/1983-2435.2018v3n1ID13338. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/odisseia/article/view/13338. Acesso em: 6 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos