Seis Sentidos de T´écnica na Investigação Heideggeriana
DOI:
https://doi.org/10.21680/1983-2109.2026v34n70ID42055Palavras-chave:
produção, requisição, circuito de requisição, disponibilidade, desvelamento, composiçãoResumo
O presente artigo busca articular seis sentidos fundamentais para a noção de técnica na investigação heideggeriana, propiciando uma visão panorâmica. São estes: instrumental-antropológico (a técnica ou tecnologia entendida como instrumento ou aparato, como meio para um fim); ôntico (a técnica entendida como o trazer-adiante um ente); topológico (a condição de relacionalidade e dependência do trazer-adiante moderno); ontológico (o ser do ente próprio ao trazer-adiante moderno como disponibilidade); histórico-ontológico (a destinação histórica do ser do ente); e composicional (a época da composição como a concentração dos sentidos prévios). Além de oferecer esses conceitos como modos de acesso aos diferentes sentidos do tema filosófico da técnica ou tecnologia moderna, o artigo também defende a relevância de uma abordagem positiva em relação a sentidos que, em geral, são deixados de lado pela literatura especializada. O trabalho se concentra nas duas principais fontes do corpus heideggeriano sobre o tema: os Seminários de Bremen, um conjunto de quatro seminários ministrados no ano de 1949; e a célebre conferência de 1953, A Pergunta pela Técnica. Como conclusão, tenta-se mostrar que esses seis sentidos estão articulados entre si compondo a estrutura fundamental da investigação heideggeriana da técnica.
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