Será procedente o argumento de Plantinga contra o naturalismo metafísico?

  • Domingos Faria FLUL e LanCog
Palavras-chave: Alvin Plantinga, Naturalismo metafísico, Argumento evolucionista contra o Naturalismo, Filosofia Analítica da Religião

Resumo

O naturalismo metafísico é a perspetiva de que não há uma pessoa como Deus, nem algo semelhante a Deus. Alvin Plantinga tem argumentado que esta perspetiva é auto-refutante e, por isso, irracional. Isto porque se o naturalismo metafísico fosse verdadeiro (em conjunção com a teoria da evolução), então teríamos fortes razões para duvidar da fiabilidade das nossas faculdades cognitivas e, por conseguinte, teríamos fortes razões para duvidar da verdade de qualquer das nossas crenças, inclusive do naturalismo metafísico. O meu objetivo neste artigo é examinar criticamente este argumento de Plantinga contra o naturalismo metafísico e analisar se é capaz de lidar com algumas objeções.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Domingos Faria, FLUL e LanCog
Concluiu a licenciatura em Filosofia pela Faculdade de Filosofia (UCP - Braga) e concluiu o mestrado em Ensino de Filosofia pela Universidade do Minho em 2011. Frequenta o doutoramento em Filosofia da Religião pela Universidade de Lisboa desde 2013. Actua na área de Filosofia com ênfase em Epistemologia e Filosofia da Religião. Página pessoal: http://www.domingosfaria.net

Referências

BEILBY, J. Naturalism defeated?: essays on Plantinga’s evolutionary argument against naturalism. Ithaca: Cornell University, 2002.

CHURCHLAND, P. Epistemology in the age of neuroscience. Journal of Philosophy. v. 84, n. 10, 1987, p. 546-553.

COLLIN, J. Semantic inferentialism and the evolutionary argument against naturalism. Philosophy Compass. v. 8, n. 9, 2013, p. 846-856.

DARWIN, C. Letter to William Graham, Down, July 3, 1881. In: DARWIN, F. (Ed.). The life and letters of Charles Darwin including an autobiographical chapter. Londres: John Murray, 1881. v. 1. p. 315-316.

DAWKINS, R. The blind watchmaker: why the evidence of evolution reveals a universe without design. Nova York: Norton & Company, 1986.

DENNETT, D. Truths that miss their mark: naturalism unscathed / Habits of imagination and their effect on incredulity. In: PLANTINGA, A.; DENNETT, D. (Ed.). Science and religion: are they compatible? Nova York: Oxford University Press, 2011. p. 35-36 / 51-52.

FALES, E. Darwin’s Doubt, Calvin’s Calvary. In: BEILBY, James. (Ed.). Naturalism defeated?: essays on Plantinga’s evolutionary argument against naturalism. Ithaca: Cornell University, 2002. p. 42-58.

FARIA, D. Será procedente o argumento de Kripke contra a teoria da identidade Tipo-Tipo?. Revista Portuguesa de Filosofia. v. 70, n. 1, 2014, p. 112-131.

FARIA, D. Proposta de argumento contra o naturalismo metafísico. Principia: an international journal of epistemology. v. 18, n. 3, 2015, p. 361-370.

FODOR, J. Is science biologically possible?. In: BEILBY, James. (Ed.). Naturalism defeated?: essays on Plantinga’s evolutionary argument against naturalism. Ithaca: Cornell University, 2002. p. 30-42.

KIM, J. Philosophy of mind. Boulder: Westview Press, 1996.

KRIPKE, S. O nomear e a necessidade. Trad. Ricardo Santos e Teresa Filipe. Lisboa: Gradiva, 2012.

LEWIS, D. Counterfactuals and comparative possibility. Journal of Philosophical Logic. v. 2, 1973, p. 418-446.

NAGEL, T. The view from nowhere. Nova York: Oxford University Press, 1989.

NOLAN, D. Impossible worlds: a modest approach. Notre Dame Journal for Formal Logic, v. 38, 1997, p. 325-527.

PLANTINGA, A. An evolutionary argument against naturalism. Logos. v. 12, 1991, p. 27-48.

PLANTINGA, A. Is naturalism irrational? In: PLANTINGA, A. Warrant and Proper Function. Nova York: Oxford University Press, 1993. p. 216-237.

PLANTINGA, A. Naturalism and lack of knowledge. In: PLANTINGA, A. Warranted Christian Belief. Nova York: Oxford University Press, 2000. p. 227-240.

PLANTINGA, A. Against naturalism. In: PLANTINGA, A.; TOOLEY, M. Knowledge of God. Oxford: Wiley-Blackwell, 2008. p. 1-69.

PLANTINGA, A. The evolutionary argument against naturalism. In: PLANTINGA, A. Where the conflict really lies: science, religion and naturalism. Nova York: Oxford University Press, 2011. p. 307-350.

PLANTINGA, A. The evolutionary argument against naturalism. In: STUMP, J.; PADGETT, A. (Ed.). The Blackwell companion to science and Christianity. Oxford: Blackwell, 2012. p. 103-115.

POLGER, T. Natural minds. Cambridge: MIT, 2004.

RAMSEY, W. Naturalism defended. In: BEILBY, James. (Ed.). Naturalism defeated?: essays on Plantinga’s evolutionary argument against naturalism. Ithaca: Cornell University, 2002. p. 15-29.

SALERNO, J. Why counterpossibles are not trivial. The Reasoner. v. 1, n. 1, 2007, p. 1-7.

SOBER, E. Plantinga’s probability arguments against evolutionary naturalism. Pacific Philosophical Quarterly. v. 79, n. 2, 1998, p. 115-129.

SOBER, E. Evolution without naturalism. In: KVANVIG, J. (Ed.). Oxford studies in Philosophy of Religion, Volume 3. Nova York: Oxford University Press, 2011. p. 187-221.

STALNAKER, R. A theory of conditionals. In: Studies in logical theory, American Philosophical Quarterly Monograph Series. v. 2, 1968, p. 98-112.

TOOLEY, M. Plantinga’s new argument against materialism. Philosophia Christi. v. 14, n. 1, 2012, p. 29-48.

Publicado
12-02-2016
Como Citar
FARIA, D. Será procedente o argumento de Plantinga contra o naturalismo metafísico?. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 22, n. 39, p. 121-139, 12 fev. 2016.