Implicações das oscilações climáticas do Quaternário tardio na evolução da fisionomia da vegetação do semiárido do Nordeste Setentrional.

Autores

  • Alisson Medeiros de Oliveira
  • Rodrigo Freitas de Amorim
  • Diógenes Félix da Silva Costa

DOI:

https://doi.org/10.21680/2447-3359.2018v4n0ID16082

Resumo

A cobertura vegetal de Caatinga na porção semiárida do Nordeste sententrional do Brasil é fisionomicamente caracterizada por ser arbustiva, com indivíduos espaçados entre si e apresentando um estrato herbáceo bem definido, sendo este estrato vegetal composto por plantas anuais. Devido à intensa alteração da cobertura vegetal, não há fragmentos ou formações vegetais remanescentes pré-colonização, dificultando a iniciativa de inferências acerca de uma fisionomia vegetal da Caatinga antes da chagada dos colonos. No contexto de estudos paleoambientais e dinâmica fisionômica e biogeográfica no Quaternário, a cobertura vegetal da área carece de informações, e aproveitando esta lacuna, este trabalho objetiva realizar uma discussão sobre a evolução paleoambiental para o Nordeste Setentrional. As interpretações das condições paleoambientais do semiárido do Nordeste Setentrional permitem inferir que a fisionomia da Caatinga oscilou entre savanas com condições de manter uma megafauna pleistocênica e fisionomias florestais entre 42 mil anos A.P. e 11.800 anos A.P. Sua atual fisionomia é resultados de ações humanas que começaram no século VXII.

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Publicado

29-11-2018

Como Citar

MEDEIROS DE OLIVEIRA, A.; FREITAS DE AMORIM, R.; FÉLIX DA SILVA COSTA, D. Implicações das oscilações climáticas do Quaternário tardio na evolução da fisionomia da vegetação do semiárido do Nordeste Setentrional. Revista de Geociências do Nordeste, [S. l.], v. 4, p. 50–65, 2018. DOI: 10.21680/2447-3359.2018v4n0ID16082. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/revistadoregne/article/view/16082. Acesso em: 6 jul. 2022.