PARQUE JARDIM BOTÂNICO DE FLORIANÓPOLIS
Apropriação do espaço e Agenda 2030
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n1ID39755Palavras-chave:
psicologia ambiental, espaços verdes, Apropriação do espaço, jardim botânico, parque urbanoResumo
Parques urbanos em áreas de manguezais são fundamentais para a proteção ambiental e a qualidade de vida, pois restringem a expansão imobiliária nas zonas costeiras, preservam a cadeia alimentar local e reduzem a erosão nas margens dos rios. Este artigo, inserido no campo da Psicologia Ambiental, investiga as potencialidades de apropriação do espaço do Parque Jardim Botânico de Florianópolis, relacionando-as ao ODS 11, com foco nas metas 11.2 (transporte seguro, acessível e sustentável), 11.3 (planejamento urbano participativo e inclusivo) e 11.7 (espaços públicos seguros, inclusivos e acessíveis). Busca contribuir para o planejamento urbano e ambiental, considerando os interesses da comunidade local, de visitantes e de não visitantes do parque. Trata-se de um recorte de uma dissertação de mestrado, centrado em um dos instrumentos metodológicos adotados para a construção da pesquisa. Para este artigo em específico, foi incorporada a temática da Agenda 2030, ampliando a reflexão sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no contexto urbano e ambiental, associando-os aos conhecimentos sobre a apropriação de espaços urbanos. Para tanto, considerou-se a análise da aplicação de dois tipos de questionários online, com questões abertas divulgados na comunidade, que obtiveram 233 participantes. Como resultado, foram listadas propostas de gestão sustentável da área verde pública, fortalecendo o diálogo entre moradores e gestores e orientando políticas públicas voltadas à democratização e qualificação da área.
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