DESENHO URBANO E CONFORTO TÉRMICO

parâmetros de análise para cidades médias de clima quente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n3ID42818

Palavras-chave:

desenho urbano, conforto térmico urbano, cidades médias

Resumo

Em cidades médias inseridas em contextos de clima quente, os processos recentes de expansão urbana e adensamento têm contribuído para o agravamento das condições microclimáticas, especialmente quando associados à impermeabilização do solo, à redução da vegetação e à ausência de diretrizes ambientais no planejamento urbano. Nesses contextos, decisões relacionadas ao desenho urbano produzem impactos diretos no desempenho térmico dos espaços públicos e residenciais, com reflexos na qualidade ambiental e no bem-estar da população. Diante desse cenário, este artigo discute de que maneira o desenho urbano e os parâmetros que o compõem podem atuar na mitigação ou intensificação do desconforto térmico em cidades médias. A análise articula revisão bibliográfica, legislação urbanística e critérios presentes em sistemas de certificação ambiental, permitindo uma leitura integrada das relações entre desenho urbano, regulação normativa e condições térmicas. A discussão indica que a recorrência de padrões urbanos com limitada incorporação de condicionantes ambientais está associada à ausência de critérios climáticos nos instrumentos de planejamento, comprometendo o desempenho ambiental do tecido urbano. Ao organizar esses parâmetros, o estudo oferece subsídios à reflexão crítica sobre o papel do desenho urbano frente aos desafios climáticos contemporâneos, contribuindo para o debate sobre planejamento urbano sensível ao clima em cidades médias.

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Biografia do Autor

Vivian ALBANI , Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Colatina

Possui Graduação (2007) e Mestrado (2012) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Doutorado (2022) em Geografia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). É professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES - Campus Colatina) desde 2009, lecionando nos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Edificações. Membro dos grupos de pesquisa ATUAR e URB.ES - IFES, nos quais desenvolve pesquisa nas áreas de Planejamento Urbano e Regional e Geografia Urbana, em especial sobre os temas: Economia urbana, Cidades sustentáveis, Desenho Urbano, Mobilidade Urbana, Morfologia Urbana e Gentrificação Urbana.

Mariana dos Santos SILVA , Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Colatina

Arquiteta e Urbanista, graduada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes). Possui curso técnico em Estradas pelo Ifes (2018) e realizou intercâmbio acadêmico, com período de seis meses no Instituto Politécnico de Bragança, Portugal (2024). Atualmente é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Lucas Freitas PESSIM, Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Colatina e UNESC - Campus Colatina

Mestre pelo Programa de Pós-graduação do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo, na linha de pesquisa Patrimônio, Sustentabilidade e Tecnologia com foco em Mudanças Climáticas e Clima Urbano. Graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo Instituto Federal do Espírito Santo, campus Colatina. Técnico em edificações pelo Instituto Federal do Espírito Santo - campus Nova Venécia. Atuou como professor voluntário no curso de Arquitetura e Urbanismo do Ifes campus Colatina. Atualmente é professor do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo do UNESC, campus Colatina. Tem interesse em pesquisas nas áreas de mudanças climáticas, clima urbano, paisagismo, sistema de espaços livres, vegetação, SIG, sensoriamento remoto e urbanismo.

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Publicado

15-09-2026

Como Citar

ALBANI , Vivian; SILVA , Mariana dos Santos; PESSIM, Lucas Freitas. DESENHO URBANO E CONFORTO TÉRMICO: parâmetros de análise para cidades médias de clima quente. Revista Projetar - Projeto e Percepção do Ambiente, [S. l.], v. 11, n. 3, p. 157–174, 2026. DOI: 10.21680/2448-296X.2026v11n3ID42818. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/42818. Acesso em: 16 set. 2026.