Reuso apropriado e preservação da espacialidade
Notas para uma teoria do projeto sobre o patrimônio edificado
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2016v1n1ID45888Palavras-chave:
projeto, patrimônio edificado, reuso, espacialidade, intervenção arquitetônicaResumo
Este artigo apresenta algumas reflexões acerca do tema do projeto sobre o patrimônio edificado. O artigo se estrutura em duas partes. Na primeira, defendemos que, sendo o uso uma das dimensões essenciais da arquitetura, a atribuição de uma função ao patrimônio edificado não pode ser considerada uma questão secundária, como sugere Cesare Brandi. Ao contrário, a questão do uso adequado do patrimônio edificado é recorrente entre muitos dos teóricos da conservação e da restauração, como Viollet-le--Duc, Alois Riegl, Gustavo Giovannoni, Giovanni Carbonara e Marco Dezzi Bardeschi. Este último chega mesmo a colocar a adequação do monumento às demandas funcionais contemporâneas – que ele chama de projeto do novo – como o problema principal e mais urgente da restauração, mais do que a simples conservação física dos monumentos. Na segunda parte do artigo, defendemos a espacialidade arquitetônica enquanto valor a ser preservado nas intervenções sobre o patrimônio, tendo em vista que o espaço é, para alguns teóricos modernos da arquitetura como Bruno Zevi, “a essência da arquitetura”. As reflexões apresentadas neste artigo estão amparadas em exemplos de projetos de intervenção arquitetônica sobre o patrimônio edificado desenvolvidos recentemente em diversos países latino-americanos, como Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica e Equador.
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