Questionando o jogo de espelhos
fachadas brutalistas em edifícios altos, 1950-70
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2016v1n1ID45889Palavras-chave:
fachada, arquitetura brutalista, arquitetura modernaResumo
A resolução compositiva, material e técnica das fachadas é tema primordial da experimentação arquitetônica dos últimos séculos, e consequentemente, dos investimentos na indústria da construção civil. À busca da necessária inovação das fachadas em programas até então inéditos, como os edifícios de grande altura, também resultou inicialmente em maior incidência de problemas e falhas técnicas, gerando conflitos de natureza construtiva, conceitual e teórica. A consideração crítica desses aspectos, especialmente no caso das fachadas totalmente envidraçadas, vem sendo debatida desde os anos 1940, em diversos fóruns profissionais e através da proposição de exemplos alternativos. A realização de uma ampla e cuidadosa pesquisa mostra extensa variedade dessas ocorrências, algumas bastante precoces. O acúmulo dessas evidências parece questionar a noção historiográfica predominante da existência da cristalização de um único “modelo” de edifício em altura: a torre envidraçada de um suposto “estilo internacional”. Neste artigo esse tema é examinado a partir das informações obtidas por um amplo levantamento bibliográfico e de campo acerca dos edifícios comerciais em altura dos anos 1950-70 no âmbito da construção civil norte-americana. São enfatizados alguns casos singulares, nem tão excepcionais, de fachadas pesadas e profundas em concreto, que oferecem contraponto à solução habitual das fachadas leves em vidro.
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