SIGNIFICADOS E APROPRIAÇÕES DOS OBJETOS NO CENTRO HISTÓRICO DE CAMPINA GRANDE, PB

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n2ID39466

Palavras-chave:

significado, apropriação, urbano

Resumo

Embora determinados objetos possuam propósitos e funções conhecidas, alguns deles podem ser apropriados para um uso diferente do esperado. Espaços urbanos ricos em atividade humana, podem ser palco para múltiplas apropriações de objetos. Assim, o artigo teve como objetivo identificar e classificar as ressignificações que se instauram por meio das apropriações das pessoas com os objetos presentes no Centro Histórico de Campina Grande – PB. O espaço estudado possui como uso predominante o de comércio e serviço, com grande fluxo de pessoas. O método foi dividido em cinco etapas: levantamento de dados, observação, inventário, estrutura da análise e resultado. Os registros fotográficos das apropriações foram classificados em quatro categorias: deslocamento, adaptação, extensão e desvio. As apropriações de “deslocamento” ocorrem com mais frequência e com menor planejamento, não existe um padrão de público nestas ações. Casos dentro de “adaptação” e “extensão” são recorrentes entre pessoas que trabalham no meio urbano, como vendedores ambulantes e prestadores de serviços. Em “desvio”, é comum a apropriação como reaproveitamento de objetos sem uso ou que estão no processo do descarte. O resultado do artigo apresenta contribuição para a compreensão das apropriações dos objetos no espaço urbano, por meio da observação e debate sobre as situações exibidas.

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Biografia do Autor

Mônica Pires da SILVA, Universidade Federal de Campina Grande

Mestre em Design de Produtos, Universidade Federal de Campina Grande

Wellington Gomes de MEDEIROS, Universidade Federal de Campina Grande

Doutor, Universidade Federal de Campina Grande

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Publicado

20-05-2026

Como Citar

SILVA, Mônica Pires da; MEDEIROS, Wellington Gomes de. SIGNIFICADOS E APROPRIAÇÕES DOS OBJETOS NO CENTRO HISTÓRICO DE CAMPINA GRANDE, PB. Revista Projetar - Projeto e Percepção do Ambiente, [S. l.], v. 11, n. 2, p. 193–209, 2026. DOI: 10.21680/2448-296X.2026v11n2ID39466. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/39466. Acesso em: 23 maio. 2026.