Fundos de pensão e o mercado secundário de private equity no Brasil: estudo das transações da Petros e Previ
DOI:
https://doi.org/10.21680/2176-9036.2026v18n1ID39210Palavras-chave:
Private Equity, Venture Capital, Fundo de Investimento em Participações, Mercado Secundário, Entidades Fechadas de Previdência ComplementarResumo
Objetivo: Este estudo analisa a venda de cotas no mercado secundário de um pacote de Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) detidos por planos de duas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) ou fundos de pensão, Petros e Previ, em 2019 e 2021, respectivamente; a fim de destacar os principais desafios, limitações estruturais e oportunidades do mercado secundário de private equity no Brasil.
Metodologia: A pesquisa adota uma abordagem descritiva, baseada em análise documental. As transações foram examinadas a partir de dados coletados de diversas fontes, incluindo relatórios da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), demonstrações financeiras das EFPC e publicações institucionais.
Resultados: A análise revelou a existência de deságios significativos entre os valores negociados e a marcação dos ativos nas demonstrações financeiras das EFPC. Esse fenômeno reflete a baixa liquidez e a elevada assimetria informacional do mercado secundário de private equity no Brasil, além da necessidade de agentes especializados e de um ambiente regulatório mais robusto.
Contribuições do Estudo: A análise das transações secundárias realizadas por fundos de pensão contribui para a compreensão dos desafios enfrentados por investidores institucionais ao buscar liquidez em private equity no Brasil. O fortalecimento do mercado secundário é um mecanismo relevante para a reciclagem de portfólios institucionais e para oferecer maior flexibilidade a investidores. Além disso, a pesquisa fornece subsídios para futuras discussões sobre o aprimoramento da transparência e da eficiência dessas transações, fatores essenciais para atrair novos investidores e consolidar o mercado secundário de FIPs no país.
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