Oportunismo orçamentário? Um estudo sobre gastos públicos em anos eleitorais
DOI:
https://doi.org/10.21680/2176-9036.2026v18n2ID42975Palavras-chave:
Ciclos Políticos Orçamentários, Gastos Públicos, Eleições, Manutenção de PoderResumo
Objetivo: O presente estudo teve como objetivo analisar o comportamento da execução do orçamento público municipal em anos eleitorais, em Campo Grande – MS a luz dos ciclos políticos orçamentários.
Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo com base em análise documental. Para tal, analisou-se as despesas realizadas entre os anos de 2003 a 2020, nas contas de: investimentos, saúde, educação e gasto com pessoal, constantes dos anexos do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e do Relatório de Gestão Fiscal (RGF), abrangendo, portanto, cinco ciclos eleitorais: 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020 do município de Campo Grande - MS.
Resultados: Os resultados reforçam a hipótese oportunista do Ciclo Político Orçamentário (CPO) ao evidenciar aumento significativo de gastos na rubrica de investimentos em anos eleitorais, indicando que despesas discricionárias e de maior visibilidade pública tendem a ser utilizadas como instrumento estratégico de sinalização política. Por outro lado, a ausência de evidências do fenômeno nas áreas de saúde, educação e gastos com pessoal sugere que a influência eleitoral não ocorre de maneira homogênea entre as categorias orçamentárias.
Contribuições do Estudo: O estudo contribui para a literatura sobre Ciclos Político-Orçamentários (CPO) ao fornecer evidências empíricas em nível municipal, a partir da análise longitudinal de cinco ciclos eleitorais (2004-2020). Contribui ainda, para o refinamento teórico do fenômeno no contexto subnacional brasileiro e para o debate sobre transparência e accountability na gestão fiscal municipal.
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