Bordografias como gesto insubordinado:
interepistemicidade, saberes ancestrais e metodologias sensíveis a partir de mulheres anciãs
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41360Palavras-chave:
Envelhecimento, Etnografia, Metodologias, Mulheres idosas, Psicologia Social, DecolonialResumo
Este artigo propõe uma metodologia etnográfica sensível e inventiva, gestada no encontro com anciãs cujas manualidades mobilizaram memórias, afetos e caminhos de investigação. A partir dessas experiências, emerge a proposta das bordografias, em que o bordado se configura como dispositivo de produção de memória, escuta e resistência, por meio da composição de pontos corpográficos. O objetivo do artigo é articular Psicologia Social e Antropologia em perspectiva decolonial e feminista a fim de conectar saberes da experiência vivida e da sabedoria ancestral, tensionando os limites das epistemologias tradicionais. Habitar o próprio corpo e conhecer desde seus sentidos torna-se, aqui, um gesto insubordinado, que desafia os regimentos racionais e propõe outras formas de sentir, pensar e produzir conhecimento.
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