Benzedeiras, velhices e pandemia
O “Movimento Aprendizes da Sabedoria” no centro-sul do Parará
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41516Palavras-chave:
benzedeiras, velhice, pandemia, COVID-19, antropologiaResumo
A partir da velhice como elemento constitutivo da identidade coletiva das benzedeiras, abordamos as percepções das benzedeiras acerca da manutenção do atendimento e tratamento de pessoas durante a pandemia de COVID-19, por meio de práticas tradicionais de cura, associados à sociobiodiversidade da Floresta de Araucárias. Através da metodologia etnográfica adaptada com recursos tecnológicos e protocolos de segurança e as narrativas das benzedeiras vinculadas ao Movimento Aprendizes da Sabedoria (MASA), no interior do Paraná, analisam-se os impactos sobre o modo de vida dessas mulheres durante a pandemia. Em meio ao exercício do ofício, ao isolamento e a insegurança de familiares, identificam-se estratégias de manutenção do benzimento por meio do uso de tecnologias de comunicação e protocolos específicos. Observa-se que, embora desempenhem papel relevante na promoção da saúde popular, atendendo comunidades rurais e bairros periféricos, as benzedeiras constituem grupo de risco devido a idade e à presença de doenças crônicas.
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