Uma Etnografia em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos no Município de Natal
Linguagem do Sofrimento Manifestada nos Corpos Velhos
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41693Palavras-chave:
Antropologia, Envelhecimento, Etnografia, Medicalização, Sofrimento SocialResumo
Este artigo nasce da pesquisa de mestrado realizada entre 2016 e 2018 intitulada “Linguagem do Sofrimento”: Uma Interpretação Sócio-Antropológica do Instituto Juvino Barreto em Natal (RN), tendo sido defendida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGAS-UFRN), cujo objetivo foi compreender o modo como se constitui o que foi nomeado como uma “linguagem do sofrimento” no Instituto Juvino Barreto, uma Instituição de Longa Permanência para Idosos no município de Natal. No estudo, empreendeu-se uma abordagem sócio-antropológica, aliando a experiência etnográfica à observação participante, às conversas informais, às narrativas dos velhos e velhas “residentes” e às teorias sociais que ajudassem a compreender a realidade institucional. As reflexões sobre as vivências e os dados da pesquisa tornaram possíveis interpretações que apontam para a existência de uma instituição total, revelada nos elementos do cotidiano e na estrutura física do Instituto. Depreende-se que a “linguagem do sofrimento” se manifestava no controle dos corpos, no disciplinamento institucional, na medicalização, bem como na contenção mecânica, que visava aliviar as ditas “crises”, surtos psicóticos e fugas dos “residentes” do Instituto.
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