Envelhecer no Andirobal
Velhice, Afeto e Permanência em Território Quilombola
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41694Palavras-chave:
Envelhecimento, Antropologia Social, Quilombo, Contra-arquivo, Etnografia, Práticas de cuidadoResumo
Este artigo tem como objetivo analisar o envelhecimento no quilombo do Andirobal, zona rural de Pinheiro (MA), como prática de resistência e permanência em uma comunidade quilombola. Parte-se da compreensão de que envelhecer, nesse contexto, constitui-se como experiência social e territorial, atravessada por gênero, raça e pertencimento comunitário. O texto aborda a pluralidade das velhices, articulando as experiências masculinas, marcadas pela lida da roça e pela produção de memória, às femininas, centrais nas práticas de cuidado e na economia da partilha. O diário de Francisco dos Remédios é mobilizado como contra-arquivo, tensionando o apagamento histórico. Metodologicamente, a pesquisa combina etnografia, história de vida e uma abordagem situada e afetiva. Como resultado, argumenta-se que a velhice no Andirobal opera como prática de continuidade, sustentando saberes, vínculos e a relação com o território, contribuindo para uma compreensão do envelhecimento para além de perspectivas biomédicas e individualizantes.
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