Memorias cantadas como territorio: el reencantamiento de la ancestralidad afroindígena en las macumbas de Río de Janeiro
reencantamento da ancestralidade afro-indígena nas macumbas do Rio de Janeiro
Palabras clave:
Ascendencia afroindígena, Caboclos, Memoria, Literatura brasileña, OralidadResumen
Este artículo analiza la presencia de la ancestralidad indígena en los puntos cantados de caboclos en las antiguas macumbas de Río de Janeiro, tomando como objeto central diez cantos dedicados al caboclo Siete Flechas de Mata Escura. Partiendo de una crítica al borramiento histórico de los pueblos originarios y a la invención colonial de la figura del caboclo, el estudio busca comprender cómo estas manifestaciones musicales funcionan como rescate de memorias, territorialización de saberes y reencantamiento del mundo. El trabajo dialoga con las obras de Ailton Krenak, Graça Graúna, Rita Godet, Eduardo Viveiros de Castro y Fábio Penna, articulando fundamentos teóricos con un análisis literario y cosmopoético de las cantigas. Se concluye que los puntos cantados de caboclos constituyen prácticas de resistencia y reinvención de la ancestralidad indígena, proyectando nuevos modos de habitar el mundo en medio de la colonialidad persistente.
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