Memorias cantadas como territorio: el reencantamiento de la ancestralidad afroindígena en las macumbas de Río de Janeiro

reencantamento da ancestralidade afro-indígena nas macumbas do Rio de Janeiro

Autores/as

  • Fábio Penna Colégio Pedro II

Palabras clave:

Ascendencia afroindígena, Caboclos, Memoria, Literatura brasileña, Oralidad

Resumen

Este artículo analiza la presencia de la ancestralidad indígena en los puntos cantados de caboclos en las antiguas macumbas de Río de Janeiro, tomando como objeto central diez cantos dedicados al caboclo Siete Flechas de Mata Escura. Partiendo de una crítica al borramiento histórico de los pueblos originarios y a la invención colonial de la figura del caboclo, el estudio busca comprender cómo estas manifestaciones musicales funcionan como rescate de memorias, territorialización de saberes y reencantamiento del mundo. El trabajo dialoga con las obras de Ailton Krenak, Graça Graúna, Rita Godet, Eduardo Viveiros de Castro y Fábio Penna, articulando fundamentos teóricos con un análisis literario y cosmopoético de las cantigas. Se concluye que los puntos cantados de caboclos constituyen prácticas de resistencia y reinvención de la ancestralidad indígena, proyectando nuevos modos de habitar el mundo en medio de la colonialidad persistente.

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Biografía del autor/a

Fábio Penna, Colégio Pedro II

Fábio Rodrigo Penna é adifá no Axé Obá Igbô, ensaísta, professor do Colégio Pedro II, doutor em Literatura Brasileira (UERJ) e pós-doutorando na Université Rennes 2, pesquisando “O afrorrealismo nas literaturas amefricanas: identidade encruzilhada”. Autor dos livros "Viagem em transe mítico: mestiçagens, imaginários e reencantamento do mundo" (2021) e “Quando ibêji não sente saudade, abiku não volta do céu” (no prelo). Sua tese de doutorado foi premiada pela Latin American Studies Association.

 

Citas

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Publicado

19-10-2026

Cómo citar

PENNA, Fábio. Memorias cantadas como territorio: el reencantamiento de la ancestralidad afroindígena en las macumbas de Río de Janeiro: reencantamento da ancestralidade afro-indígena nas macumbas do Rio de Janeiro . Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, [S. l.], v. 13, n. 25, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/equatorial/article/view/42141. Acesso em: 19 oct. 2026.