Língua, colonização e resistência:

uma discussão sobre os usos da linguagem.

Autores

  • Cristiane da Rosa Eias UNICENTRO

DOI:

https://doi.org/10.21680/1984-817X.2020v16n01ID19524

Palavras-chave:

Resistência, línguas africanas, colonização, Companhia de Jesus

Resumo

Este trabalho tem como objetivo refletir sobre as formas de dominação através da linguagem para a disseminação de modos de ser e pensar aos povos da África e do território que viria a se tornar o Brasil. Nesse movimento, necessitamos também compreender as permanências e imposições desses grupos e suas possibilidades de articulação nesse contexto, que acabou por gerar uma linguagem própria, o português brasileiro. Para entender como se deu a comunicação nesse cenário, consideramos o papel da Companhia de Jesus para a estruturação da exploração colonial e as estratégias estabelecidas pelos grupos submetidos, a partir do pressuposto de que, dada a sua diversidade, uma delas foi a criação de novas linguagens, que disputavam com o português. Assim, era possível a resistência também através da fala, que nascia a partir das línguas africanas, de um mesmo tronco linguístico, formuladas e reformuladas na dinâmica social.

 

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Publicado

17-04-2020

Como Citar

DA ROSA EIAS, C. Língua, colonização e resistência:: uma discussão sobre os usos da linguagem. . Revista Espacialidades, [S. l.], v. 16, n. 01, p. 174–192, 2020. DOI: 10.21680/1984-817X.2020v16n01ID19524. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/espacialidades/article/view/19524. Acesso em: 5 dez. 2022.