O corpo distópico em direção à morte e outras formas de violência em Cleansed (1998), de Sarah Kane

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/1983-2435.2026v11n1ID40957

Palavras-chave:

Sarah Kane; Cleansed (1998); corpo-distópico; morte.

Resumo

Este artigo é resultado de uma extensa pesquisa sobre a obra dramatúrgica de Sarah Kane e sua intensa relação com a morte. Para este texto, selecionamos a peça Cleansed (1998), especificamente as quatro primeiras cenas para analisarmos o modo como as personagens são construídas em sua estreita conexão com o corpo distópico. Fazem parte desse recorte a abordagem crítica a partir das noções de violência, de gênero, de resistência, de identidade, de higienização, de patriarcado e de negatividade estrutural. 

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Biografia do Autor

Alex Beigui, UFOP

Pós-doutorado em Dramaturgia pela Université de Lausanne - Suíça (Bolsista/CAPES); Doutorado em Letras pela USP (Bolsista-FAPESP). Atualmente, é docente da Universidade Federal de Ouro Preto, atuando no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas e no Programa de Pós-Graduação em Letras, ambos da mesma instituição.

Rummenigge Medeiros de Araújo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte

Ator, Diretor e Encenador. Doutor em Literatura Comparada pelo Programa de pós graduação em Estudos da Linguagem - Departamento de Letras - UFRN; Mestre em Artes Cênicas pela UFRN (Bolsista Capes); Especialista em Representação Teatral pela UFPB. Graduado em Artes Cênicas pela UFRN (Bolsista IC-CNPq). Atualmente é professor EBTT-DE do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (2012) - Campus Parnamirim (2024), onde atua como professor de Artes se revezando entre o ensino de Teatro e o ensino do Audiovisual, do Cinema, das Artes Visuais, Narrativas Visuais, Cultura Visual, Dramaturgia e História da Arte.

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Publicado

30-04-2026

Como Citar

BEIGUI, Alex; MEDEIROS DE ARAÚJO, Rummenigge. O corpo distópico em direção à morte e outras formas de violência em Cleansed (1998), de Sarah Kane. Revista Odisseia, [S. l.], v. 11, n. 1, p. 19–47, 2026. DOI: 10.21680/1983-2435.2026v11n1ID40957. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/odisseia/article/view/40957. Acesso em: 1 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos