Uma restrição para interpretações pragmatistas de Ser e Tempo: uma avaliação da principal objeção de Gethmann à crítica de Tugendhat ao conceito de verdade de Heidegger

  • Paulo Mendes Taddei Professor de Filosofia do Departamento de Psicologia Geral e Experimental do Instituto de Psicologia da UFRJ
Palavras-chave: Verdade; Fenomenologia; Heidegger; Tugendhat; Critérios de verdade; Gethmann.

Resumo

Este artigo objetiva discutir a principal objeção de Gethmann
à crítica de Tugendhat ao conceito de verdade de Heidegger.
Enquanto Tugendhat sustenta que Heidegger teria perdido os critérios
para a distinção entre o verdadeiro e o falso, Gethmann alega que
tais critérios de verdade podem ser localizados na dimensão pragmática
das modalidades teóricas do Dasein. Para Gethmann, Heidegger
havia levado a cabo uma mudança no modelo de verdade, do modelo
proposicional para o modelo operacional de verdade, mudança integralmente
negligenciada por Tugendhat, que perdeu de vista o fato
de que a novidade em Heidegger é que a verdade mais originária
deve ser entendida como uma categoria de êxito. Argumento, primeiramente,
que o que Gethmann chama de modelo operacional de verdade não é compatível com a evidência textual em Ser e Tempo. Mostro, em um segundo momento, que o modelo de Gethmann não
fornece os critérios de verdade que para Tugendhat inexistiriam em
Heidegger. Por fim, concluo indicando questões que concernem tanto
o ponto subjacente de desacordo entre os dois comentadores de
Heidegger, quanto uma avaliação geral da crítica de Tugendhat ao
conceito de verdade de Heidegger.

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Publicado
30-05-2019
Como Citar
TADDEI, P. M. Uma restrição para interpretações pragmatistas de Ser e Tempo: uma avaliação da principal objeção de Gethmann à crítica de Tugendhat ao conceito de verdade de Heidegger. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 26, n. 50, p. 275-303, 30 maio 2019.