Sobre a noção de insistência e o sentido existencial da possibilidade do pensar não técnico
DOI:
https://doi.org/10.21680/1983-2109.2026v34n70ID43655Palabras clave:
Insistência, Pensar, PossibilidadeResumen
Na introdução da conferência O que quer dizer pensar? (GA 07), Martin Heidegger (1889-1976) formula uma provocação que desafia a compreensão corrente do que significa pensar. Ele afirma: “o que mais cabe pensar cuidadosamente mostra-se no fato de ainda não pensarmos” (GA 07, p. 130). Além de colocar em xeque a compreensão vulgar sobre o que significa pensar e, por conseguinte, o que deve ser pensado, essa afirmação nos coloca perante um problema fundamental, cujos desdobramentos orientarão este trabalho de pesquisa: se ainda não pensamos, então não pensamos segundo qual possibilidade? A que forma de pensamento Heidegger se refere? Seguindo nessa direção, o objetivo do trabalho é apresentar a hipótese de que o espanto diante da afirmação de que ainda não pensamos se justifica porque, diferentemente do entendimento comum, aquilo que Heidegger denomina como o “sentido do pensar” está intimamente ligado a um modo de co-responder (Entsprechen), isto é, a um modo de “possibilidade”, entendido como um deixar-se permitir que algo, segundo o seu próprio modo de ser, venha ao nosso encontro em sua essência. Para subsidiar este trabalho, bem como seu percurso argumentativo (I). sobre a questão da “possibilidade” e o “ser na possibilidade” em sentido próprio e (II). o lugar da Grundstimmung na preparação do pensar, serão utilizadas, essencialmente, as seguintes obras: GA 02 Sein und Zeit; GA 27 Einleitung in Die Philosophie; GA 08 Was Heißt Denken e GA 09 Brief über den “Humanismus”.
Palavras-chave: Insistência. Pensar. Possibilidade.
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