TELECONSULTORIA ASSÍNCRONA COM FONOAUDIÓLOGOS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: RELATO DE CASOS

  • Rafael Douglas de Sousa Maniçoba UFRN
  • Sheila Andreoli Balen UFRN
  • Joseli Soares Brazorotto UFRN

Resumo

A formação de profissionais especializa- dos na área da (re)habilitação auditiva para crianças com deficiência auditiva é um desafio que pode ser enfrentado com as ferramentas da Telessaúde. Neste sentido, os objetivos deste estudo de caso foram: avaliar o efeito da teleconsultoria assíncrona sobre a qualidade da terapia fonoaudiológica de crianças com deficiência auditiva, bem como analisar a satisfação dos fonoaudiólogos com a teleconsultoria no modelo assíncrono. A partir da análise de quinze sessões de terapias realizadas por duas fonoaudiólogas de um serviço de saúde auditiva do Rio Grande do Norte, creden- ciado ao Sistema Único de Saúde, foram comparados os escores do instrumento de análise da qualidade da sessão de terapia fonoaudiológica nos momentos pré e pós a teleconsultoria. A análise dos vídeos de terapia foi realizada por dois pesquisadores, de maneira independente e foi estabelecido o critério de confiabilidade para esta análise. Investigou-se também a satisfação dos fonoaudiólogos com o serviço de teleconsultoria oferecido. Os resultados indicaram índice de mudança confiável da qualidade das terapias fonoaudiológicas após as teleconsultorias assíncronas. Os fonoaudiólogos avaliaram positivamente a teleconsultoria assíncrona, indicando sua satisfação com a mesma. A teleconsultoria assíncrona produziu efeitos positivos nas terapias fonoaudiológicas analisadas, com a melhoria da qualidade do serviço ofertado às crianças com deficiência auditiva.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARMIGLIATO, M.E. et al. Avaliação de serviços de saúde auditiva sob a perspectiva do usuário: proposta de instrumento. Rev. da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, São Paulo, v.15, n.1, p.32-39, jun. 2010.

BEVILACQUA, M.C.; FORMIGONI, G.M.P. Audiologia educacional: uma opção terapêutica para a criança deficiente auditiva. 3. ed. 2. reimp. São Paulo: Pró-Fono, 2012.

BRASIL. Manual de Telessaúde para a Atenção Básica/Atenção Primária à Saúde: Protocolo de Telerregulação de Teleconsultorias, Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasília, 2013. 42p.

“AUTOR”. Instrumento de Análise da Sessão Terapêutica. Natal: Departamento de Fonoaudiologia/UFRN, 2014. No prelo.

BELL, A. G. A. Academy for Listening and Spoken Language (LSLS Cert. AVT Application – Attachment G: Auditory-Verbal Teaching Behaviors) Checklist, 2009.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: 1988. 292 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Telessaúde Brasil redes: Manual de telessaúde para a Atenção Básica/Atenção Primária à Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul- Brasília, 2012. Disponível em: <http://www.telessaudebrasil.org.br/>. Acesso em: 31 de Mai. 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do SUS: Instrutivos de Reabilitação Auditiva, Física, Intelectual e Visual (CER e serviços habilitados em uma única modalidade). Brasília, 2013. Disponível em: <http://www.cosemssp.org.br/downloads/instrutivo-portaria-deficientes.pdf>. Acesso em: 12 out. 2016.

CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA. Resolução CFFa nº 427, de 1º de março de 2013. Dispõe sobre a regulamentação da Telessaúde em Fonoaudiologia e dá outras providências. Brasília, DF, 1º mar. 2013. Disponível em: <http://www.fonoaudiologia.org.br/legislacaoPDF/Res%20427-2013.pdf>. Acesso em: 14 set. 2016.

CORREIA, A.D.M.S. et al. Teleodontologia no programa nacional telessaúde Brasil redes: relato da experiência em Mato Grosso Do Sul. Abeno-Telessaúde Brasil Redes, Mato Grosso do Sul, v.14, n .1, p. 17-29, jul. 2014.

CRUZ, I., QUITTNER, A.L., MARKER, C., DESJARDIN, J.L. Identification of Effective Strategies to Promote Language in Deaf Children with Cochlear Implants. Child Dev. v.84, n.2, p. 543–559. Mach. 2013

FELISBERTO, E. Da teoria à formulação de uma Política Nacional de Avaliação em Saúde: reabrindo o debate. Rev. Ciência & Saúde Coletiva, Boa Vista, PE, v.11, n.3, p. 553-563, Abr. 2006.

FONSÊCA, R.O. BRAZOROTO, J.S. BALEN, S.A. Telessaúde em Fonoaudiologia no Brasil: revisão sistemática. Rev. CEFAC, Natal, RN, v.17, n.6, p. 2033-2043, Dez. 2015.

GRANHA, D.O.; OLIVEIRA, A.S.; RUMPF, K. Estratégias terapêuticas realizadas com crianças deficientes auditivas oralizadas: revisão de literatura. In: SILVA, P.B.; DAVI, R. H.F. Cadernos da Fonoaudiálogo. Audiologia. São Paulo: Lovise, 2008. p.49-55.

MARCOLINO, M.S. et al. Teleconsultorias no apoio à atenção primária à saúde em municípios remotos no estado de Minas Gerais, Brasil. Rev. Panam. Salude Publica, [S.l.], v. 5-6, n. 35, p. 345–52, Mai. 2014.

MOLINA-ALVEJONAS, D.R, et. al. A systematic review of the use of telehealth in speech, language and hearing sciences. J. Telemed Telecare, v. 21, n. 7, p.367-376. Octo. 2015.

RIBEIRO, M.W.N. Teleconsultoria síncrona com Fonoaudiólogos atuantes em intervenção Fonoaudiólogica de crianças com deficiência auditiva: relato de casos. Natal, 2015.Trabalho de Conclusão do Curso de Fonoaudiologia-Departamento de Fonoaudiologia-Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2015.

RESEGUE-COPPI, M.M. Desenvolvendo as habilidades auditivas em crianças usuárias de implante coclear: estratégias terapêuticas. Bauru, 2008. Dissertação de Mestrado em Fonoaudiologia– Faculdade de Odontologia de Bauru-Universidade de São Paulo, 2008.

SPINARDI, A.C.; HERRERA, S. A. L.; MAXIMINO, L. P. Aspectos éticos e legais na prática da Telessaúde em Fonoaudiologia. Revista CEFAC-Scielo, Bauru, SP, v.15, n.4, p.1-5, ago. 2013.

XAVIER, J.S. Teleconsultoria: Estudos clínicos sobre o desenvolvimento de crianças com deficiência auditiva: subsídios para a melhoria de sua (re) habilitação. Natal, 2014. Trabalho de Conclusão do Curso de Fonoaudiologia-Departamento de Fonoaudiologia-Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2014.

Publicado
14-11-2018
Como Citar
Maniçoba, R. D. de S., Balen, S. A., & Brazorotto, J. S. (2018). TELECONSULTORIA ASSÍNCRONA COM FONOAUDIÓLOGOS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: RELATO DE CASOS. Revista Brasileira De Inovação Tecnológica Em Saúde - ISSN:2236-1103, 8(1), 23. Recuperado de https://periodicos.ufrn.br/reb/article/view/12609
Seção
Artigos Premiados