CONVIVIALIDADE EM ARQUITETURA E DESIGN
Revisão Sistemática da Literatura
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n1ID41499Palavras-chave:
Convivialidade; Arquitetura; Design; Participação Social.Resumo
Este artigo apresenta uma revisão sistemática da literatura (RSL), conduzida com base no protocolo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), com o objetivo de identificar e analisar de que maneira a convivialidade tem sido abordada em estudos relacionados à arquitetura e ao design. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados da CAPES e da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), contemplando publicações nacionais e internacionais. Ao todo, foram inicialmente identificados 26 trabalhos, que passaram por etapas de triagem e aplicação de critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, resultando na seleção de 11 pesquisas para análise aprofundada. Os resultados evidenciam um crescimento das publicações nos últimos anos, indicando maior interesse pelo tema no campo acadêmico. Observou-se que a convivialidade tem sido associada à participação colaborativa em processos projetuais, à apropriação dos espaços por diferentes sujeitos e ao fortalecimento de vínculos sociais mediados pelo ambiente construído. Além disso, emergem reflexões que aproximam a convivialidade de práticas colaborativas, sustentáveis e orientadas para a promoção da convivência social. Conclui-se que o presente mapeamento contribui para a consolidação da convivialidade como categoria analítica no campo da arquitetura e do design, ampliando o repertório de referências disponíveis e oferecendo subsídios para futuras pesquisas e práticas projetuais comprometidas com modos de habitar mais éticos, inclusivos e sustentáveis.
Downloads
Referências
ARAÚJO, F. S. Espaços culturais e design: Tecendo relações com o território por meio de processos participativos. Dissertação (Mestrado em Design). Programa de Pós-Graduação em Design, Escola Superior de Desenho Industrial, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019. Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/9081. Acesso em: 16 ago. 2025.
BUENO, A. C. de P. Uma coalizão de design para a transformação social: propondo diálogos estratégicos entre ecossistemas criativos. Dissertação (Mestrado em Design). Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), São Leopoldo, 2018. Disponível em: https://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/7135. Acesso em: 17 ago. 2025.
ELLUL, J. The Technological Society. Tradução de John Wilkinson. New York: Vintage Books, 1954.
FRANZATO, C. Toward a Convivial Design. Massachusetts Institute of Technology. v. 40, 2024.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
GORZ, A. Farewell to the Working Class: An Essay on Post-Industrial Socialism. London: Pluto Press, 1980. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=7wxpl7sYYCYC&printsec=frontcover&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false. Acesso em: 20 ago. 2025.
ILLICH, I. Deschooling society. New York: Harper & Row, 1971
ILLICH, I. Sociedade sem escolas. Tradução de Lúcia Mathilde Endlich Orth. 7. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985. 129 p. (Coleção Educação e Tempo Presente, 10).
ILLICH, I. Tools for conviviality. New York: Harper & Row, 1973.
ILLICH, I. A convivencialidade. (Coleção Estudos e Documentos, n. 4116/2148). Tradução de Arsénio Mota. Lisboa: Publicações Europa-América, fev. 1976..
LÓPEZ, V.; ASCORRA, P.; BILBAO, M. Á; CARRASCO, C.; MORALES, M.; VILLALOBOS, B.; DEL CASTILLO, Á. A. Monitorear la Convivencia Escolar para Fortalecer (No Disminuir) las Capacidades de las Escuelas. Revista Iberoamericana de Evaluación Educativa, v. 6, n. 2, p. 201–219, 2013. Disponível em: https://revistas.uam.es/riee/article/view/3413. Acesso em: 20 ago. 2025.
MACDONALD, S. W. Tools for community: Ivan Illich’s legacy. International Journal of Education through Art, v. 8, n. 2, p. 121–133, maio 2012. Disponível em: https://intellectdiscover.com/content/journals/10.1386/eta.8.2.121_1. Acesso em: 12 ago. 2025.
MANZINI, E. Design, when everybody designs: an introduction to design for social innovation. Cambridge, MA: MIT Press, 2015.
MELO, O. M. de. Design/Educação: a convivialidade como território para a discussão do Design da Informação como ferramenta de ensino-aprendizagem escolar. Dissertação (Mestrado em Design). Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2017. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/jspui/handle/123456789/27586. Acesso em: 14 ago. 2025.
MONTESSORI, M. Mente absorvente. Tradução de Wilma Freitas Ronald de Carvalho. São Paulo: Nordica, 1987.
PACHECO, J. A.; DORNELES, V. G. A apropriação dos pátios escolares e a importância para seus usuários. Revista Projetar – Projeto e Percepção do Ambiente, v. 9, n. 1, p. 140–155, jan. 2023. DOI: 10.21680/2448-296X.2024v9n1ID32047. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/32047. Acesso em: 19 ago. 2025.
PAPANEK, V. Design for the Real World: Human Ecology and Social Change. 1971. Disponível em: https://monoskop.org/images/f/f8/Papanek_Victor_Design_for_the_Real_World.pdf. Acesso em: 21 ago. 2025.
RODRIGUEZ, M. B.; SIMON, M.. Conceptualizing Conviviality in Urban Landscapes. Athens Journal of Architecture, Atenas, v. 1, n. 4, p. 311–326, out. 2015. Disponível em: https://www.athensjournals.gr/architecture/2015-1-4-4-Rodriguez.pdf. Acesso em: 20 ago. 2025.
SILVA, J. T. da; MACEDO DIAS, C.; FARBIARZ, J. L. Conviviality and Design: Interaction, Learning and Autonomy. DAT Journal, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 190–205, mar. 2020. Disponível em: https://datjournal.anhembi.br/dat/ article/view/179. Acesso em: 22 ago. 2025
SILVA, J. T. da; FARBIARZ, J. L. Creating from natural materials: Huni Kuin material culture. Strategic Design Research Journal, v. 10, n. 1, p. 47–56, Jan./Abr. 2017. DOI: 10.4013/sdrj.2017.101.06. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/sdrj/article/view/sdrj.2017.101.06. Acesso em: 12 ago. 2025
TERRES, M. B. Cartografia de projetos de aprendizagem: uma proposta de abordagem projetual convivial do design estratégico. Tese (Doutorado em Design). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2021. Disponível em: https://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9726. Acesso em: 18 ago. 2025
THOMBRE, L.; KAPSHE, C. Conviviality as a spatial planning Goal for public open spaces. International Journal of Recent Technology and Engineering (IJRTE), vol. 8 n. 5, jan 2020. Disponível em: https://www.ijrte.org/portfolio-item/E7038018520/. Acesso em: 18 ago. 2025
TOOLEY, J. Conceptualizing conviviality: An interior speculation. Journal of Interior Design. Vol. 48(3) p. 167–173, 2023. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/10717641231178003. Acesso em: 20 ago. 2025
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Carolina Iuva de MELLO, Paula Agnes ACOSTA, Fabiane Vieira ROMANO

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual segundo a qual é permitido o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir, separadamente, contratos adicionais para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), desde que com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) desde que concluído o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Não recomenda-se publicação e distribuição do artigo antes de sua publicação, pois isso poderá interferir na sua avaliação cega pelos pares.





