CONFIGURAÇÃO ESPACIAL E PROCESSAMENTO SENSORIAL NO AUTISMO
análise da residência Sweetwater Spectrum com SantanaGraph 1.1
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n3ID44638Palabras clave:
Sintaxe Espacial, Autismo, Arquitetura Inclusiva, SantanaGraph 1.1, Configuração EspacialResumen
Este artigo investiga o potencial do software SantanaGraph 1.1 como ferramenta de suporte à análise configuracional em edificações destinadas a pessoas autistas. A pesquisa parte do reconhecimento de que a configuração espacial não apenas organiza as atividades em um edifício, mas atua como mediadora da experiência sensorial dos usuários, aspecto especialmente relevante para indivíduos no Transtorno do Espectro Autista (TEA), que podem apresentar diferentes níveis de sensibilidade a estímulos ambientais. A metodologia fundamenta-se na Sintaxe Espacial, a partir das contribuições de Hillier e Hanson (1984), articulada a critérios de design para o autismo propostos por Mostafa (2014), aplicando a análise das relações espaciais à planta tipo da residência Sweetwater Spectrum (EUA) por meio de grafos planares e justificados. Para sistematizar a leitura, foram definidas classes estruturais – setor funcional, compartimento e identificação do ambiente – e classes interpretativas – zoneamento sensorial, zonas de transição espacial e sensorial, sequenciamento espacial lógico, organização de uso e espaço de escape ou refúgio. Os resultados demonstram que a leitura configuracional auxilia na identificação de zonas de alto estímulo, na compreensão da hierarquia topológica e na detecção de falhas no sequenciamento lógico das áreas de serviço. Conclui-se que o uso do SantanaGraph 1.1 qualifica a tomada de decisão projetual, promovendo ambientes mais previsíveis, legíveis e sensorialmente adequados para usuários com TEA.
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Citas
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