Economia formal e desenvolvimento econômico turístico do Circuito dos Diamantes – MG

  • Erick de Oliveira Faria Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
  • Manuella Biagioni Barbosa Teixeira

Resumo

Os circuitos turísticos de Minas Gerais foram criados pela Secretaria de Turismo do Estado, visando o fortalecimento do turismo a partir da organização entre municípios com potencial turístico, levando em consideração os aspectos econômicos, sociais e culturais comuns da região. O presente estudo buscou analisar o Circuito dos Diamantes, o mais antigo dos circuitos turísticos de Minas Gerais, por meio da sua economia formal através da evolução do número de estabelecimentos no setor e de seu mercado de trabalho formal, dentre as atividades econômicas do turismo propostas pela Organização Mundial de Turismo (OMT) entre os períodos de 2006 e 2014 através da base de dados da Relações Anuais de Informações Sociais (RAIS). De forma complementar analisou-se o impacto dos incentivos financeiros por parte do Estado de Minas Gerais através do ICMS turístico como uma forma de verificar a eficácia e a contribuição que estes recursos têm para impulsionar o turismo. Os resultados apontam que apesar dos incentivos econômicos o mercado formal do turismo ainda é pequeno, com pouco crescimento no período analisado, o que coloca em questão a eficácia das políticas públicas no setor.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Erick de Oliveira Faria, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
Geógrafo graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestrando em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).
Manuella Biagioni Barbosa Teixeira
Turismóloga graduada em Turismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Referências

Ablas, L. (1991). Efeitos do turismo no desenvolvimento regional. Turismo em Análise, v.2, n.1, p. 42-52.

Árias, A. R.; Barbosa, M. A. C. (2007). Caracterização da mão-de-obra do mercado formal de trabalho do setor turismo: estimativas baseadas nos dados da RAIS de 2004. Texto para Discussão. Rio de Janeiro: IPEA, 1308.

Brandão, H. (2001). Minas Revolucionou o Setor Turístico. In: Especial Turismo, Grandes Veredas. Jornal Estado de Minas. Belo Horizonte.

CRUZ, Eduardo Cabral da. (2016) A lei Robin Hood e o desenvolvimento dos municípios do Vale do Jequitinhonha. 2016. 97 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia.

CUENTA satélite de turismo: recomendaciones sobre el marco conceptual. Nueva York: Naciones Unidas; Madrid: Organización Mundial del Turismo - OMT, 2001. 149 p.

Emmendoerfer, M. L.; Silva, F. C.; Lima, A. A. T. F. (2011). Evidências de Inovação Social na Gestão Pública do Turismo em Minas Gerais - Brasil: O Modelo de Circuitos Turísticos em Análise. PASOS. Revista de Turismo y Patrimonio Cultural v. 9, n.2, p. 397-410.

Fuchs, A. M. S. L.; Oliveira, F. F. (2013). ICMS turístico e novas possibilidades de desenvolvimento regional para o Estado de Minas Gerais. Anais Brasileiros de Estudos Turísticos - ABET, v. 2, n. 2, p. 54-64, Juiz de Fora, Minas Gerais.

Fundação João Pinheiro. Lei Hobin Hood: pesquisa por critério ICMS Turístico. Disponível em: http://www.fjp.mg.gov.br/robin-hood/index.php/leirobinhood . Acesso em: 20 set. 2016.

Hall, C. M. (2001). Planejamento Turístico: políticas, processos e relacionamentos. São Paulo: Contexto.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. (2007). Regiões de influência das cidades. Rio de Janeiro: IBGE.

Isard, W. (1960). Methods of regional analisys. Cambridge, Massachusets: The MIT Press.

Mendonça, M. P.; Bernardes, P; Silva, M. O.; Costa, N. G. B. (2005). Evolução do mercado de trabalho no turismo em Diamantina: uma contribuição para reflexões de estratégias voltadas para o desenvolvimento local. Belo Horizonte: PUC Minas.

Minas Gerais. (1999). Lei nº. 13.341, de 28 de outubro de 1999. Dispõe sobre a criação da Secretaria de Estado do Turismo. Belo Horizonte.

Minas Gerais. (2009). Lei nº. 18.030, de 12 de janeiro de 2009. Dispõe sobre a distribuição da parcela da receita do produto da Arrecadação do ICMS pertencente aos municípios. Belo Horizonte.

Observatório do Turismo de Minas Gerais. Disponível em: <https://www.observatorioturismo.mg.gov.br/>. Acesso em: 20/09/2017

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. (2017) Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Brasília, DF. Disponível em: <http://www.rais.gov.br/sitio/sobre.jsf>. Acesso em 20/09/2017.

Secretaria de Estado do Turismo de Minas Gerais - SETUR/MG. (2003). O que é um Circuito Turístico? Belo Horizonte, MG. Disponível em: <http://www.turismo.mg.gov.br/circuitos-turisticos/informacoes-administrativas>. Acesso em: 20/09/2017

Solha, K. T. (2005). Órgãos Estaduais de Turismo no Brasil. In: Trigo, L. G. G.; Netto, A. P.; Carvalho, M. A.; Pires, P. S. (Org.). Análises Regionais e Globais do Turismo Brasileiro. São Paulo: Roca, v. 1, 39-47.

Tavares, J. (2015). Cluster de Turismo e as Experiências do Estado de Minas Gerais na Formação de Circuitos Turísticos. Revista Turismo em Análise, v. 26, n. 3, p. 558-587.

Veloso, M. P. (2003). Turismo: simples e eficiente. São Paulo: Roca, 199 p.

Publicado
27-12-2018
Como Citar
FARIA, E. DE O.; TEIXEIRA, M. B. B. Economia formal e desenvolvimento econômico turístico do Circuito dos Diamantes – MG. Revista de Turismo Contemporâneo, v. 6, n. 2, p. 211-231, 27 dez. 2018.
Seção
Artigos