Sobrevivências do trágico: "páthos" e tragédia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36025/arj.v9i1.29644

Palavras-chave:

Tragédia, Fotografia, Cultura visual

Resumo

Este trabalho investiga como a formulação da noção de páthos imaginada por Aby Warburg pode evidenciar constelações de fenômenos articulados em imagens (AGAMBEM, 2008) que apresentem o ressurgimento do espírito trágico nas eleições brasileiras de 2018. Em busca de um pensamento elaborado a partir das imagens, entendo o modelo metodológico de Warburg como uma ferramenta que estimula um olhar livre das amarras de um eixo espaço-temporal linear e de uma concepção restrita à forma, limitante da própria conceituação do que a imagem é e do que ela pode comunicar simbolicamente. Busco representações da vida em movimento (WARBURG, 2012) em meio a emergência e a persistência de forças contraditórias, plurais e independentes (MICHAUD, 2013) que se puseram em conflito ininterrupto e insolúvel; a recorrência das paixões desmedidas em disputa; o pavor diante do horror e do medo do aniquilamento que persistem na história da cultura e das imagens brasileiras. 

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Biografia do Autor

Mariana Nepomuceno, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Mariana Maciel Nepomuceno é doutora em Comunicação (UFPE) e é professora de Comunicação desde 2016. Mora em Olinda e trabalha no Recife. 

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Publicado

28-07-2022

Como Citar

MACIEL NEPOMUCENO, M. Sobrevivências do trágico: "páthos" e tragédia. ARJ – Art Research Journal: Revista de Pesquisa em Artes, [S. l.], v. 9, n. 1, 2022. DOI: 10.36025/arj.v9i1.29644. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/artresearchjournal/article/view/29644. Acesso em: 18 ago. 2022.

Edição

Seção

Variações sobre o Warburgiano / Variaciones sobre lo Warburguiano