Atlas de poeira: memória, imagem, metamorfose

Autores

  • Josimar Ferreira Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

DOI:

https://doi.org/10.36025/arj.v9i1.29660

Palavras-chave:

Atlas, Constelação, Poeira, Literário, Imagético

Resumo

A partir da obra textual e fragmentária da escultora brasileira Maria Martins: Poeira da Vida – páginas de um livro de memórias, publicada de forma esparsa no jornal carioca Correio da Manhã nos anos de 1967 e 1968, este ensaio busca uma tentativa de pensar um atlas warburguiano (uma enciclopédia borgeana). Construindo uma constelação entre o literário e o imagético: a fotografia Criações de poeira (1920), de Duchamp e Man Ray; o conto Ser poeira (1933), de Santiago Dabove; o conto Viagem à semente (1954), de Alejo Carpentier; o personagem ficcional do livro Emigrantes (1992), de W. G. Sebald; as fotografias Nomes ausentes (2013), realizadas nas prateleiras vazias e empoeiradas da antiga Biblioteca Nacional de Buenos Aires por Patricia Osses; os desenhos Ossário e Polugrafias (2009-2011), de Alexandre Órion; junto com reverberações filosóficas e conceituais em Aby Warburg, Walter Benjamin, Georges Bataille, Georges Didi-Huberman, Elio Graziolli, Pedro Salinas e Rosalind Krauss.

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Biografia do Autor

Josimar Ferreira, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Josimar Ferreira pesquisa territorialidades e visualidades amazônicas na cena moderna e contemporânea. É doutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil. Atualmente vive e trabalha no interior do Amazonas, onde é professor no departamento de Artes Visuais na Universidade Federal do Amazonas, Parintins, Brasil.

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Publicado

28-07-2022

Como Citar

FERREIRA, J. J. Atlas de poeira: memória, imagem, metamorfose. ARJ – Art Research Journal: Revista de Pesquisa em Artes, [S. l.], v. 9, n. 1, 2022. DOI: 10.36025/arj.v9i1.29660. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/artresearchjournal/article/view/29660. Acesso em: 18 ago. 2022.