Efeito colateral: tensionamentos possíveis no processo de criação de uma videodança

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36025/arj.v13i1.40460

Palavras-chave:

deriva, campo expandido, operações ao acaso, serendipidade, videodança

Resumo

O presente texto é a reflexão teórica sobre um projeto prático que congrega posturas de áreas da criação que investem na serendipidade. A arte aqui desenvolvida parte do conceito de campo expandido, proposto por Rosalind Krauss (1979), e da apreciação de manifestações artísticas pós-modernas que, inspiradas na teoria da deriva abordada a partir de Guy Debord (1958), Santiago Navarro (2011) e Francesco Careri (2013), ampliam as possibilidades criativas do corpo. Dessas provocações, a artista Julia Soares desenvolveu uma videodança apoiada no método das chance operations, de Merce Cunningham e John Cage, e no estudo do movimento de Rudolf Laban. Nessa conversa, instaurou-se um jogo entre acaso, objeto e expressão, estabelecendo tensões entre corpo e cena doméstica, originado no ato de colecionar cartelas de um remédio. Ao questionar seus efeitos colaterais, a artista produz uma torção poética que transforma o gesto repetitivo em expressão, revelando o potencial criativo do ordinário.

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Biografia do Autor

Julia Pereira Soares, Pontifícia Universidade Católica de Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Julia P. Soares é doutoranda no Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), onde integra o Laboratório Interdisciplinar em Natureza, Design & Arte (LINDA). Sua pesquisa atual investiga as relações entre corpo, casa e cotidiano por meio de processos criativos interdisciplinares. Mestra em Design pela PUC-Rio e designer de interiores. Foi professora do Departamento de Artes Ambientais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e bailarina da Pulsar Cia. de Dança. É bacharela em Design de Interiores e Ecologia e licenciada em Ciências Biológicas pela UFRJ. Possui formação em dança contemporânea pela Escola Angel Vianna.

Rafaela Travassos Sarinho, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

Rafaela Travassos Sarinho é mestranda do Programa de Pós-graduação em Psicanálise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PGPSA/UERJ). Sua pesquisa atual investiga as potencialidades do pensamento projetivo e subjetivo em intercâmbio com os campos artístico, psicanalítico e filosófico. Atua como psicanalista e também como professora convidada do Curso de Extensão em Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É mestra e doutora em Design pela PUC-Rio e pós-graduada em Comunicação e Imagem pela mesma instituição.

Carlos Eduardo Félix da Costa, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Carlos Eduardo Félix da Costa (Cadu) é artista visual, educador e pesquisador. Bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também realizou mestrado e doutorado em Linguagens Visuais, além de pós-doutorado no mesmo programa. Atua como professor adjunto no Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), onde coordena o Laboratório Interdisciplinar em Natureza, Design & Arte (LINDA). É diretor do Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny. Leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e compõe as comissões Curatorial e Pedagógica da Casa Brasil. É representado pela Galeria Vermelho e Silvia Cintra + Box 4.

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Publicado

11-06-2026

Como Citar

SOARES, Julia Pereira; SARINHO, Rafaela Lins Travassos; COSTA, Carlos Eduardo Félix da. Efeito colateral: tensionamentos possíveis no processo de criação de uma videodança. ARJ – Art Research Journal: Revista de Pesquisa em Artes, Natal, v. 13, n. 1, 2026. DOI: 10.36025/arj.v13i1.40460. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/artresearchjournal/article/view/40460. Acesso em: 16 jun. 2026.