O crochê como tecitura de vida e método de pesquisa:

uma etnobiografia de Vó Edi

Autores

  • Juliana Marco Universidade Federal de Pelotas
  • Claudia Turra Magni

DOI:

https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41695

Palavras-chave:

gênero, velhice, etnobiografia, crochê, Método de correspondência, Antropologia Social

Resumo

A velhice, frequentemente marcada por estigmas sociais, pode ser compreendida de novas formas ao observarmos os saberes, práticas e memórias de idosos. Este artigo parte da etnobiografia de Edi Magda, avó de uma das co-autoras, para refletir sobre as potencialidades do crochê como método de pesquisa, prática de vida, compreensão do envelhecimento, questões relacionadas à desigualdade de gênero e de classe social. A etnobiografia articula observação participante, registros audiovisuais e o crochê como meio de correspondência, comunicação e metáfora na narrativa etnográfica. Essa prática manual, além do domínio técnico, constitui legado simbólico entre gerações, modo de construir presença, autonomia, e caminho para compreender como saberes e afetos se entrelaçam nas experiências de viver, conviver e envelhecer. O estudo amplia o olhar antropológico sobre a velhice, mostrando-a como experiência plural, transgeracional, situada e significativa.

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Publicado

26-06-2026

Como Citar

MARCO, Juliana; TURRA MAGNI, Claudia. O crochê como tecitura de vida e método de pesquisa:: uma etnobiografia de Vó Edi. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, [S. l.], v. 13, n. 24, p. 1–23, 2026. DOI: 10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41695. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/equatorial/article/view/41695. Acesso em: 28 jun. 2026.