O crochê como tecitura de vida e método de pesquisa:
uma etnobiografia de Vó Edi
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41695Palavras-chave:
gênero, velhice, etnobiografia, crochê, Método de correspondência, Antropologia SocialResumo
A velhice, frequentemente marcada por estigmas sociais, pode ser compreendida de novas formas ao observarmos os saberes, práticas e memórias de idosos. Este artigo parte da etnobiografia de Edi Magda, avó de uma das co-autoras, para refletir sobre as potencialidades do crochê como método de pesquisa, prática de vida, compreensão do envelhecimento, questões relacionadas à desigualdade de gênero e de classe social. A etnobiografia articula observação participante, registros audiovisuais e o crochê como meio de correspondência, comunicação e metáfora na narrativa etnográfica. Essa prática manual, além do domínio técnico, constitui legado simbólico entre gerações, modo de construir presença, autonomia, e caminho para compreender como saberes e afetos se entrelaçam nas experiências de viver, conviver e envelhecer. O estudo amplia o olhar antropológico sobre a velhice, mostrando-a como experiência plural, transgeracional, situada e significativa.
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