El crochet como práctica etnográfica: memoria, cuerpo y envejecimiento
uma etnobiografia de Vó Edi
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41695Palabras clave:
etnobiografía, Vejez, género, crochet, antropología socialResumen
El artículo analiza la trayectoria de Edi Magda, nacida en 1944 en Rio Grande/RS, abuela de una de las autoras, para reflexionar sobre el crochet como práctica etnográfica capaz de revelar experiencias de la vejez, recuerdos, desigualdades de género y clase social. La investigación utiliza el método etnobiográfico, combinando la observación participante, los registros audiovisuales y la propia práctica del crochet como medio de comunicación, aprendizaje y metáfora.
El crochet aparece como una herencia simbólica y técnica del cuerpo, transmitida entre generaciones y actualizada con nuevas tecnologías, como las videoclases de YouTube. Más que un pasatiempo, es una forma de resistencia y compromiso, que permite a la protagonista construir autonomía, presencia y redes de cuidado. Las narrativas de la abuela Edi entrelazan recuerdos personales y colectivos, mostrando cómo la práctica manual articula afectos, transmisión de conocimientos y formas plurales de envejecer.
Al tomar el crochet como trama metodológica, el estudio amplía la mirada antropológica sobre la vejez, proponiendo que las prácticas manuales y cotidianas se entiendan como vías de producción de conocimiento, resistencia simbólica y reinvención de la vida.
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