O CONHECIMENTO DE DEFICIENTES VISUAIS EM RELAÇÃO À SAÚDE BUCAL

Autores

  • Luiz Paulo de Amorim Monteiro UFRN
  • Anna Crisllainy da Costa Monteiro UFRN
  • Rodolfo Macedo Pereira UFRN
  • Iris do Céu Clara Costa UFRN

DOI:

https://doi.org/10.21680/2446-7286.2018v4n1ID14476

Palavras-chave:

Pessoas com deficiências visuais. Odontologia preventiva. Saúde bucal.

Resumo

Introdução: A visão é uma das principais maneiras de interagir com o mundo. Em função desse déficit, os deficientes visuais desenvolvem mecanismo compensatório noutros sentidos como olfato, tato, audição e propriocepção. Objetivo: Investigar o nível de conhecimento em saúde bucal de 33 deficientes visuais matriculados no Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte (IERC-RN), conhecendo experiências que essas pessoas vivenciaram durante atendimento odontológico. Metodologia: Trata-se de estudo transversal, quanti-qualitativo usando entrevista. O material textual obtido pelas perguntas abertas gerou um corpus processado pelo Software IRAMUTEQ. Nesse contexto, o IRAMUTEQ categorizou o corpus através da classificação hierárquica descendente em seis classes distintas. Nas classes emergiram temas como acessibilidade, nervosismo e ansiedade no atendimento odontológico. A análise de similitude e a nuvem de palavras, também geradas pelo software possibilitaram perceber as principais expressões utilizadas, suas dificuldades, além de conexões com a saúde bucal e o ambiente odontológico. Resultados: As respostas das perguntas fechadas revelaram que a maioria dos entrevistados acredita que os dentes não duram para sempre, 90,09% escovam os dentes duas ou mais vezes por dia, utilizando principalmente escova e pasta, deixando o fio dental em segundo plano. Equívocos no conhecimento poderão ser superados pelo acesso a informação, criação de materiais educativos direcionados a essa clientela para enfrentamento das suas ansiedades e estímulo ao autocuidado. Conclusão:Paralelamente, a equipe de saúde bucal deve se preparar/capacitar para o atendimento desse segmento, pois pacientes com necessidades especiais exige habilidades diferenciadas, muita sensibilidade e conhecimento profissional adequado.

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Biografia do Autor

Luiz Paulo de Amorim Monteiro, UFRN

Cirurgião-Dentista, Ex Bolsista de Iniciação Científica do Depto de Odontologia da UFRN. Cursando pos-graduação em Endodontia.

Anna Crisllainy da Costa Monteiro, UFRN

Cirurgiã-Dentista, Ex Bolsista de Iniciação Científica do Depto de Odontologia da UFRN. Cursando Residência Multiprofissional em Saúde da Criança no Hospital Universitário Onofre Lopes pela UFRN e pós-graduanda em Odontopediatria pela UFRN.

Rodolfo Macedo Pereira, UFRN

Cirurgião-Dentista, Ex Bolsista de Iniciação Científica do Depto de Odontologia da UFRN. Cursando pos-graduação em Implatodontia.

Iris do Céu Clara Costa, UFRN

Professora Titular do Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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Publicado

06-07-2018

Como Citar

MONTEIRO, L. P. de A.; MONTEIRO, A. C. da C.; PEREIRA, R. M.; COSTA, I. do C. C. O CONHECIMENTO DE DEFICIENTES VISUAIS EM RELAÇÃO À SAÚDE BUCAL. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 44–66, 2018. DOI: 10.21680/2446-7286.2018v4n1ID14476. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/rcp/article/view/14476. Acesso em: 12 jul. 2024.

Edição

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Artigos