ARQUITETURA SOCIAL

Renovação ou extinção do projeto como locus da prática arquitetônica

Autores

  • Juliana Miranda UFMG

DOI:

https://doi.org/10.21680/2448-296X.2016v1n1ID45890

Palavras-chave:

arquitetura social, projeto, extensão universitária, ativismo urbano

Resumo

Atualmente presenciamos uma inflexão nos discursos produzidos no campo da arquitetura em direção ao engajamento político, no abarcamento de problemas relativos a desigualdades sociais, segregação e deterioração ambiental, refletidos e engendrados pelos processos de produção de espaço. Uma crescente crítica à vinculação da arquitetura notável aos modos de privatização e segregação do espaço, aos meios de dominação do capital, é contraposta a um crescente interesse por habitação social, ocupações urbanas, apropriações democráticas do espaço público, direito à cidade. Nesse engajamento, que é profissional, político e ideológico, os limites da atuação do arquiteto se dissolvem perante campos da arte, da economia solidária, do design, do ativismo. A atividade de projetar, como concebida tradicionalmente na disciplina, é profundamente afetada nesta busca pelo enfrentamento desses desafios. Muito do produzido, defendido e publicado pelas novas gerações de arquitetos agrupados em coletivos com outros atores, dificilmente é aceito como projeto. O texto discute contornos desta tendência, que chamo ‘arquitetura social’, e suas repercussões na maneira como pensamos o projetar. Em seguida, debruço-me na questão a partir da minha experiência em programa de extensão de natureza socioambiental, em que arquitetura e urbanismo se dissolvem junto aos universos da arte, artesanato e ativismo social: o Programa DESEJA.CA.

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Biografia do Autor

Juliana Miranda, UFMG

Doutora em Arquitetura pela USP, Docente na Universidade Federal de Minas Gerais.

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Visualizado em 28 Jun 2015

Publicado

06-10-2026

Como Citar

MIRANDA, Juliana. ARQUITETURA SOCIAL: Renovação ou extinção do projeto como locus da prática arquitetônica. Revista Projetar - Projeto e Percepção do Ambiente, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 107–116, 2026. DOI: 10.21680/2448-296X.2016v1n1ID45890. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/45890. Acesso em: 20 out. 2026.

Edição

Seção

PRÁXIS