ARQUITETURA SOCIAL
Renovação ou extinção do projeto como locus da prática arquitetônica
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2016v1n1ID45890Keywords:
arquitetura social, projeto, extensão universitária, ativismo urbanoAbstract
Atualmente presenciamos uma inflexão nos discursos produzidos no campo da arquitetura em direção ao engajamento político, no abarcamento de problemas relativos a desigualdades sociais, segregação e deterioração ambiental, refletidos e engendrados pelos processos de produção de espaço. Uma crescente crítica à vinculação da arquitetura notável aos modos de privatização e segregação do espaço, aos meios de dominação do capital, é contraposta a um crescente interesse por habitação social, ocupações urbanas, apropriações democráticas do espaço público, direito à cidade. Nesse engajamento, que é profissional, político e ideológico, os limites da atuação do arquiteto se dissolvem perante campos da arte, da economia solidária, do design, do ativismo. A atividade de projetar, como concebida tradicionalmente na disciplina, é profundamente afetada nesta busca pelo enfrentamento desses desafios. Muito do produzido, defendido e publicado pelas novas gerações de arquitetos agrupados em coletivos com outros atores, dificilmente é aceito como projeto. O texto discute contornos desta tendência, que chamo ‘arquitetura social’, e suas repercussões na maneira como pensamos o projetar. Em seguida, debruço-me na questão a partir da minha experiência em programa de extensão de natureza socioambiental, em que arquitetura e urbanismo se dissolvem junto aos universos da arte, artesanato e ativismo social: o Programa DESEJA.CA.
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Visualizado em 28 Jun 2015
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