A hospitalidade de Pelotas/RS pela visão de quem não enxerga e aos passos de quem não caminha

  • Igor Moraes Rodrigues Mestrando em Turismo na Universidade Federal do Paraná – UFPR, Curitiba/PR, Brasil
  • Sarah Marroni Minasi Doutoranda em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, Itajaí/SC, Brasil
  • Alice Islabão Lopes Doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel, Pelotas/RS, Brasil
  • Luziara Souza da Silva Bacharel em Turismo pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel, Pelotas/RS, Brasil

Resumo

O objetivo proposto desta pesquisa é analisar a hospitalidade da cidade de Pelotas/RS na percepção das pessoas com deficiência visual e física (cadeirantes). Metodologicamente, esta pesquisa caracteriza-se por ser de natureza exploratória e descritiva, realizada por meio de pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa em que foram aplicados questionários com os sujeitos da pesquisa por e-mails e redes sociais Facebook e Whatsapp. Como principais resultados encontrados, identificou-se que o entendimento sobre hospitalidade de todos os sujeitos está relacionado ao bem receber-acolher. Para as pessoas com deficiência visual a questão do respeito com o visitante prevalece enquanto os sujeitos cadeirantes acrescentam a relação com a acessibilidade. No que tange à concepção de hospitalidade urbana e cidade hospitaleira, apesar das dimensões em comum, as falas das pessoas com deficiência visual estão mais relacionadas à identificação e envolvimento ativo do ser humano na cidade, enquanto as pessoas cadeirantes trazem à tona dimensões de acessibilidade física. Já no que diz respeito a Pelotas ser uma cidade hospitaleira, os sujeitos cadeirantes divergem sobre esta concepção apontando a (falta de) acessibilidade física como principal motivo enquanto todos os sujeitos com deficiência visual consideram Pelotas hospitaleira. Com os resultados desta pesquisa foram sistematizadas dimensões da cidade hospitaleira para pessoas com deficiências além de fomentar reflexões sobre hospitalidade e pessoas com distintos tipos de deficiência.

Palavras-chave: Turismo. Hospitalidade Urbana. Deficiência Visual. Cadeirantes. Pelotas/RS.

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Biografia do Autor

Igor Moraes Rodrigues, Mestrando em Turismo na Universidade Federal do Paraná – UFPR, Curitiba/PR, Brasil

Bacharel em Turismo pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel.

Mestrando em Turismo na Universidade Federal do Paraná - UFPR.

Sarah Marroni Minasi, Doutoranda em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, Itajaí/SC, Brasil

Bacharel em Turismo pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel.

Mestra em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC.

Doutoranda em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI.

Bolsista Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Alice Islabão Lopes, Doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel, Pelotas/RS, Brasil

Bacharel em Turismo pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel.

Mestra em Política Social pela Universidade Católica de Pelotas – UCPel.

Doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel.

Luziara Souza da Silva, Bacharel em Turismo pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel, Pelotas/RS, Brasil

Bacharel em Turismo pela Universidade Federal de Pelotas – UFPEL.

Publicado
03-05-2021
Como Citar
MORAES RODRIGUES, I.; MARRONI MINASI, S.; ISLABÃO LOPES, A.; SOUZA DA SILVA, L. A hospitalidade de Pelotas/RS pela visão de quem não enxerga e aos passos de quem não caminha. Revista de Turismo Contemporâneo, v. 9, n. 2, p. 230-251, 3 maio 2021.
Seção
Artigos