O impacto dos planos de pagamento baseado em ações no desempenho das companhias brasileiras antes e durante a pandemia de Covid-19
DOI:
https://doi.org/10.21680/2176-9036.2026v18n1ID37439Palavras-chave:
Pagamento Baseado em Ações (PBA), Desempenho, Covid-19Resumo
Objetivo: O estudo investigou os efeitos dos Planos de Pagamentos Baseado em Ações (PBA) no desempenho das companhias brasileiras antes e durante o período da pandemia de Covid-19.
Metodologia: A amostra compreendeu 186 empresas listadas na B3 nos segmentos Novo Mercado, Nível 1 e 2, no período de 2018 à 2021. Foram utilizados quatro indicadores de desempenho (LPA, ROA, ROE e ROS) e três métricas de PBA (Adoção do plano, Tipo de liquidação e Tipo de preço de exercício). Foram estimadas regressões com dados em painel e efeitos aleatórios, utilizando erros padrão robustos clusterizados por empresa.
Resultados: Os resultados indicam que, no período anterior à pandemia, contratos de pagamento baseado em ações (PBA) com preços de exercício superiores ao valor da ação na data do contrato (fora do dinheiro) tiveram um efeito positivo sobre o desempenho organizacional, medido pelo retorno sobre ativos (ROA) e pelo retorno sobre vendas (ROS), sugerindo que apenas planos mais exigentes em relação ao preço de exercício estão associados a melhorias no desempenho. No entanto, durante a pandemia, observou-se uma relação negativa entre a adoção do plano e o ROA, bem como entre o tipo de liquidação e o lucro por ação (LPA), indicando que o uso de PBA pode aumentar a assunção de riscos e impactar negativamente o desempenho organizacional em momentos de estresse financeiro. Ademais, esse maior risco introduzido pelos PBA resulta em quedas mais expressivas no desempenho em períodos recessivos, tornando essencial um monitoramento mais rigoroso das ações dos gestores durante crises financeiras.
Contribuições do Estudo: O estudo contribui teoricamente ao avançar na compreensão da contingência dos incentivos financeiros em distintos cenários econômicos a partir da Teoria da Agência. Do ponto de vista prático, destaca a importância de estruturar planos de stock options de maneira flexível, como preços de exercício condicionais e ajustáveis para períodos de estresse financeiro, além de reforçar a governança. No aspecto social, evidencia a necessidade de políticas remuneratórias sustentáveis, equilibrando incentivos executivos e a proteção de investidores e stakeholders.
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