Gestão de riscos e fatores contingenciais em uma instituição de ensino pública
DOI:
https://doi.org/10.21680/2176-9036.2026v18n1ID37736Palavras-chave:
Gestão de riscos, Teoria Contingencial, ContabilidadeResumo
Objetivo: O objetivo deste estudo foi averiguar os fatores contingenciais que podem afetar as práticas de gestão de riscos em uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública.
Metodologia: Trata-se de um estudo de caso com abordagem quantitativa-qualitativa. Foram selecionados 20 participantes que exerciam funções relacionadas à gestão de riscos na IES. Para atingir o objetivo da pesquisa, utilizou-se um questionário, analisado por meio de estatística descritiva, e uma entrevista semiestruturada, cuja análise foi feita com base na análise de conteúdo e na construção de nuvens de palavras.
Resultados: Os resultados estão relacionados aos fatores contingenciais analisados. No ambiente externo, destacaram-se a regulamentação e a atuação dos órgãos de controle. Na estrutura organizacional, observou-se a interferência do capital intelectual e da estrutura física. Quanto à tecnologia, a variável mais relevante foi o armazenamento de dados, além da evidenciada necessidade de um software específico para a gestão de riscos. No fator contingencial "estratégia", identificou-se como essencial o aprimoramento dos processos gerenciais e a melhoria na qualidade do uso dos recursos. No fator "tamanho organizacional", notou-se a forte influência dos recursos orçamentários. Por fim, no fator "cultura organizacional", evidenciou-se a necessidade de maior cooperação interna entre os membros da instituição.
Contribuições do Estudo: Esta pesquisa contribuiu para a identificação dos fatores contingenciais e dos obstáculos que dificultam o aperfeiçoamento da gestão de riscos na instituição. Observou-se que a falta de conhecimento por parte dos responsáveis pela gestão de riscos, a ausência de uma estrutura organizacional adequada, a necessidade de melhorias tecnológicas e a falta de apoio dos órgãos de controle para o cumprimento das regulamentações representam desafios significativos para uma gestão de riscos eficaz.
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