INSTITUCIONALIZAÇÃO DO BALANCED SCORECARD: O CASO DE UMA ORGANIZAÇÃO BRASILEIRA

  • Veronica Eberle de Almeida Universidade Positivo
  • Romualdo Douglas Colauto Universidade Federal do Paraná
  • Mayla Cristina Costa Universidade Federal do Paraná

Resumo

As organizações se veem cada vez mais obrigadas a inovar na utilização de ferramentas gerenciais para subsidiar o processo de tomada de decisão, a fim de criar vantagem competitiva diante de seus concorrentes. Neste contexto, o Balanced Scorecard é visto como uma ferramenta de avaliação do desempenho empresarial que extrapola aos indicadores contábeis e financeiros e ajuda a melhorar a gestão e o acompanhamento dos resultados da organização, pois tem como foco o planejamento estratégico e o desempenho organizacional. O presente trabalho tem como objetivo apresentar o processo de planejamento e desenvolvimento do BSC, bem como verificar se esta ferramenta gerencial encontra-se institucionalizada em uma organização do setor elétrico da região sul do Brasil. O estudo foi conduzido sob a estratégia de um estudo de caso e utilizou-se de dados levantados por meio de análise documental e entrevistas. Não foram verificados elementos suficientes para afirmar que a ferramenta se encontra institucionalizada, mas sim que esta encontra-se internalizada passando ainda por um período de adoção, mesmo que a decisão pela implantação tenha ocorrido em um momento de mudança do ambiente em que a organização estava inserida.

Palavras-chave: Balanced Scorecard. Institucionalização. Teoria Institucional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Veronica Eberle de Almeida, Universidade Positivo
Doutoranda em Administração pela Universidade Positivo (UP). Mestre em Contabilidade e Especialista em Contabilidade e Finanças pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Bacharel em Administração pela Universidade Positivo
Romualdo Douglas Colauto, Universidade Federal do Paraná

Pós-Doutor em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo. Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor e coordenador do PPG – Mestrado e Doutorado em Contabilidade da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, nº 632, Jardim Botânico – Curitiba/PR.

Mayla Cristina Costa, Universidade Federal do Paraná
Doutora em Administração pela Universidade Positivo. Pesquisadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sociais IBEPES. Professora Adjunta do Curso de Contabilidade da Universidade Federal do Paraná. Professora da área de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Paraná. Av. Prefeito Lothário Meissner, nº 632, Jardim Botânico – Curitiba/PR.

Referências

ANDREWS, K. R. The concept of corporate strategy. Homewood: Dow Jones –Irwin, 1971.

ANSOFF, H. I.; MCDONNELL, E. J. Implantando a administração estratégica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1993.

ATTADIA, L. C. L.; CANEVAROLO, M. E.; MARTINS, R. A. M. Balanced Scorecard: Uma Análise Crítica. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 23., 2003, Ouro Preto. Anais... Ouro Preto: ENEGEP, 2003.

BANKER, R. D; POTTER, G; SRINIVASAN, D. An empirical investigation of an incentive plan that includes nonfinancial performance measures. The Accounting Review, Florida, v. 75, n. 1, p. 65-92, jan, 2000.

BURNS, J.; SCAPENS, R. W. Conceptualizing management accounting change: an institutional framework. Management Accounting Research, n. 11, p. 3-25, 2000.

CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Makron Books, 2002.

COVALESKI, M. A.; DIRSMITH, M. W.; SAMUEL, S. Managerial accounting research: the contributions of organizational and sociological theories. Journal of Management Accounting Research, n. 8, p. 1-35, 1996.

DAVIS, G.; MARQUIS, C. Prospects for Organization Theory in the Early Twenty-First Century: Institutional Fields and Mechanisms. Organization Science, 16, 332-343. 2005.

DIMAGGIO, P. J., POWELL, W. W. Introduction. In: POWELL, W.,

DIMAGGIO, P. (Eds.). The new institutionalism in organizational analysis. Chicago: University of Chicago Press, 1991.

DORIA, R. J.; CAMARGO FILHO, E. M.; BOSQUETTI, M. A. Estudo de caso: a liderança participativa na construção do mapa estratégico da

COPEL In: COUTINHO, A. R.; KALLÁS, D. Gestão da Estratégia: Experiências e Lições de Empresas Brasileiras. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

DRUCKER, P. O melhor de Peter Drucker: a administração. São Paulo: Nobel, 2002.

FACHIN, R. C.; MENDONÇA, J. R. C. O conceito de profissionalização e da teoria institucional. In: VIEIRA, M. M. F.; CARVALHO, C. A. (Org.). Organizações, instituições e poder no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2003.

FREZATTI, F. ; BIDO, D. S. ; CRUZ, A. P. C. ; MACHADO, M. J. C. . O Papel do BSC na Gestão da Inovação. In: XXXVI EnANPAD, 2012, Rio de Janeiro. XXXVI EnANPAD, 2012.

GUARIDO FILHO, E. R.; COSTA, M. C. Contabilidade e Institucionalismo Organizacional: Fundamentos e implicações para a pesquisa. Revista de Contabilidade e Controladoria, v. 4, n. 1, p. 20-41, jan./abr. 2012.

GREENWOOD, R.; OLIVER, C.; SAHLIN, K.; SUDDARY, R. The sage handbook of organizational institutionalism. London: Sage. 2008.

HATCH, M. J. Organizational theory: modern, symbolic and postmodern perspectives. New York: Oxford University Press, 1997.

HEINRICH C. J. Como avaliar o desempenho e a efetividade do setor público. In. PETERS, G.; PIERRE, J. Administração Pública: Coletânea. ENAP, Editora Unesp. 2010.

KALLÁS, D. Balanced Scorecard: aplicação e impactos. Um estudo com jogos de empresas. 2003. Dissertação (Mestrado em Administração) – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo.

KAPLAN, R. S. The balanced scorecard: comments on balanced scorecard commentaries. Journal of Accounting & Organizational Change. v. 8, n. 4, p. 539-545, 2012.

KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P. A estratégia em ação: Balanced Scorecard. 13. Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

MARTINS, G. A. Estudo de Caso: uma estratégia de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2006.

MERCHANT, K.A.; VAN DER STEDE, W.A. Management control systems: performance measurement, evaluation and incentives. 2. ed. Essex: Prentice Hall, 2007.

MEYER, J. W., ROWAN, B. Institutionalized Organizations: formal structure as myth and ceremony. American Journal of Sociology, v. 83, n. 2, p. 340-363, 1977.

NORTH, D. C. Institutional Change: a framework of analysis. Economic Working Paper Archive at WUSTL, 23p. Dez./1994.

OLVE, N.G.; ROY, J.; WETTER, M. Condutores da Performance: Um guia prático para o uso do “Balanced Scorecard”. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.

PICOLI, F.R.; ABIB, G.; FONSECA, M.W. Balanced Scorecard: um estudo bibliométrico acerca da produção acadêmica da década de 2001-2011 no Brasil. Revista de Contabilidade e Controladoria, v. 4, n. 3, p. 128-142, set./dez. 2012.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa Social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 1999.

SCOTT, W. R. Institutional theory: contributing to a theoretical research program. In: SMITH, K. G.; HITT, M. A. (Org). Great minds in management: the process of theory development. Oxford: Oxford University Press, 2005.

SCOTT, W. R. Institutions and organizations: ideas and interests. 3. ed. London: Sage Publications, 2008.

SCOTT, W. R.; MEYER, J. W. The organization of societal sectors: propositions and early evidence. In: POWELL, W. W.; DIMAGGIO, P. (Org.). The new institutionalism in organizational analysis. Chicago: University of Chicago Press, 1991.

SUCHMAN, M. C. Managing Legitimacy: Strategic and Institutional Approaches. Academy of Management Review, v. 20. n. 3, p. 571-610, 1995.

TOLBERT, P. S.; ZUCKER, L. G. A institucionalização da teoria institucional. In: CLEGG, S. R.; HARDY, C.; NORD, W. R. (org.). CALDAS, M.; FACCHIN, R.; FISCHER, T. (org. brasileiros). Handbook de estudos organizacionais, modelos de análise e novas questões em estudos organizacionais. v. 1. São Paulo: Atlas, 1999.

VEEN-DIRKS, P. Different uses of performance measures: The evaluation versus reward of production managers. Accounting, Organizations and Society, 35, 2010, p. 141-164.

ZUCKER, L. G. The role of institutionalization in cultural persistence. In: POWELL, W. W.; DIMAGGIO, P. The new institutionalism in organizational analysis. Chicago: The University of Chicago Press, 1991.

Publicado
03-01-2016
Como Citar
EBERLE DE ALMEIDA, V.; COLAUTO, R. D.; COSTA, M. C. INSTITUCIONALIZAÇÃO DO BALANCED SCORECARD: O CASO DE UMA ORGANIZAÇÃO BRASILEIRA. REVISTA AMBIENTE CONTÁBIL - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - ISSN 2176-9036, v. 8, n. 1, p. 93-114, 3 jan. 2016.
Seção
ARTIGOS