Catábase permanente na escrita romanesca do Memorial de Aires

a tanatografia de um proscrito

  • Marcos Eustáquio de Paula Neto Universidade de Brasília
  • Augusto Rodrigues da Silva Junior Universidade de Brasília
Palavras-chave: Machado de Assis, Memorial de Aires, Tanatografia, Catábase, Bakhtin

Resumo

Nossa proposta analisa o Memorial de Aires (1908), de Machado de Assis, tendo em vista a mundividência cínica expressa no diário do diplomata narrador. A catábase – “viagens aos infernos” e procura pela abedoria – permite a composição do manuscrito enquanto proscrito e anotador da atualidade viva. Fruto de tarefa diária e filosófica, a escrita do conselheiro é facultada pela catábase e editada em forma de romance-diário. Por intermédio da crítica tanatográfica, interpretamos o insulamento como estratégia de criação da obra que, embora estoica, revela-se cínica e irônica. Esses encontros teóricos, fomentados pela polifonia e pelos problemas de poética recebem o aporte dos seguintes estudiosos: Bakhtin, Bachelard, Branham e Goulet-Cazé; Bosi, Paulo Bezerra e Augusto Silva Junior.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marcos Eustáquio de Paula Neto, Universidade de Brasília

Mestrando em Literatura pela UnB e graduado em Letras pela mesma instituição. Faz parte do grupo de pesquisa Crítica Polifônica: Poéticas da Tanatografia (UnB/DPG-CNPq).

Augusto Rodrigues da Silva Junior, Universidade de Brasília

Professor associado I de Literatura Brasileira da Universidade de Brasília. Doutor em Literatura Comparada pela UFF (2008).

Publicado
18-07-2020
Como Citar
DE PAULA NETO, M. E.; SILVA JUNIOR, A. R. DA. Catábase permanente na escrita romanesca do Memorial de Aires. Revista Espacialidades, v. 16, n. 2, p. 38-54, 18 jul. 2020.