MULHERES LIDERANÇAS RURAIS, PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E TRABALHO DE CUIDADO DURANTE A PANDEMIA DE COVID -19

Resumo


O presente artigo buscou refletir sobre a vida das mulheres diante da pandemia da Covid-19 destacando o trabalho das lideranças rurais na mitigação da disseminação do coronavírus em suas comunidades. Partimos das realidades de oito mulheres lideranças rurais, através de entrevistas realizadas via aplicativo para dispositivos móveis, que relataram suas dificuldades e desafios a partir da sua atuação política e comunitária em diferentes contextos do Nordeste brasileiro durante a pandemia. Recorremos às diversas teorias feministas e feminismos para refletir sobre a linha contínua que aloca as esferas pública e privada na compreensão da atuação política das mulheres rurais, os comportamentos das pessoas durante a pandemia de Covid-19, a reprodução dos estereótipos de gênero, assim como as situações de violência e as estratégias locais que perpassam pelo cuidado e pelo autocuidado. No mundo rural, também são as mulheres que seguem na linha de frente na luta pela sobrevivência e sustentabilidade da vida comunitária, antes e durante a pandemia.

 

 

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Biografia do Autor

Lorena Lima de Moraes, UFRPE-UAST

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2006), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2011) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2016). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Serra Talhada. Tem experiência na área de Sociologia e Metodologia Científica, atuando principalmente nos seguintes temas: organização do trabalho científico, iniciação à docência, monitoria, relações de gênero, mulheres rurais, sexualidade, economia feminista, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, sexualidades e identidade de gênero em contextos rurais e interioranos. Coordena o DADÁ: Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Relações de Gênero, Sexualidade e Saúde e o Grupo de Trabalho "Gênero, Direitos Reprodutivos e Saúde" da Rede Feminista Norte-Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero - REDOR. Integra a Rede Interdisciplinar de Mulheres Acadêmicas do Semiárido - RIMAS.

Shana Sampaio Sieber, UFRPE-UAST

Engenheira Florestal e Socióloga, formada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP (2006) e Universidade Paulista (2018), respectivamente. Sou Mestra em Ciências Florestais pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (2009), e Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande, com linha de pesquisa em Desenvolvimento, Ruralidades e Políticas Públicas. Tenho experiência na área de Etnobotânica, Etnoecologia, Percepção Ambiental e Educação Ambiental, desenvolvendo trabalhos com metodologias participativas junto a agricultores e agricultoras familiares e comunidades indígenas. Atualmente tenho me interessado pelas seguintes temáticas: Sociologia rural, Agricultura Familiar, Pesca Artesanal, Agroecologia, Políticas Públicas, Extensão Rural, Convivência com o Semiárido, Educação do Campo, Mulheres Rurais e Gênero. Atuo junto ao Núcleo de Estudos e Práticas Agroecológicas do Semiárido (NEPPAS) participando do Projeto aprovado pelo CNPq "Resgate da capacidade organizacional e produtiva do assentamento rural de Carnaúba do Ajudante ? ações em área ameaçada pela pobreza e degradação ambiental" enquanto bolsista (Exp - C; CNPq); e também do Grupo de Pesquisa em Relações de Gênero, Sexualidade e Saúde - Dadá, da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE/UAST, atuando no Projeto ?Mulheres rurais e o uso do tempo: divisão sexual do trabalho e relações de gênero em Pernambuco? (Dadá/UFRPE) e na Educação de Jovens e Adultos, estudando sobre as dificuldades das mulheres rurais no acesso à educação.

Juliana Nascimento Funari, UFRPE-UAST

Bacharela em Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP) e mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Pernambuco (PRODEMA-UFPE). Possui 6 anos de experiência profissional no campo socioambiental, onde trabalhou por 3 anos na equipe de Direitos das Mulheres da ONG ActionAid Brasil, e por 1 ano na ONG Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá como assessora técnica, entre outros trabalhos como consultora socioambiental junto a ONGs, movimentos sociais e de mulheres. Foi integrante do NEPPAG-Ayni (Núcleo de Estudos Pesquisa e Práticas em Agroecologia e Geografia) da UFPE (desde 2104) e bolsista do Projeto Rede de Núcleos de Agroecologia do Nordeste-RENDA. Atualmente integra o Dadá- Grupo de Pesquisa em Relações de Gênero, Sexualidade e Saúde (UFRPE/UAST) e contribui com o núcleo JUREMA: Feminismos, Agroecologia e Ruralidades (UFRPE/DECISO). Atua principalmente nos seguintes temas: agroecologia, feminismo, ecologia política, relações sociedade-natureza, água, gestão de recursos hídricos, convivência com o semiárido, desenvolvimento rural, tecnologias socioambientais, agricultura urbana, movimentos de mulheres, mulheres rurais, povos e comunidades tradicionais.

Publicado
01-09-2020
Como Citar
MORAES, L. L. DE; SAMPAIO SIEBER, S.; NASCIMENTO FUNARI, J. MULHERES LIDERANÇAS RURAIS, PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E TRABALHO DE CUIDADO DURANTE A PANDEMIA DE COVID -19. Revista Inter-Legere, v. 3, n. 28, p. c21574, 1 set. 2020.
Seção
DOSSIÊ A PANDEMIA DE COVID-19 NA VIDA DE MULHERES