O QUE HÁ DE “CAMPO” NAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS PARA O CAMPO?

Resumo


Visto a partir do urbano, o campo é um lugar onde prevalecem modalidades de cooperação baseadas no princípio camponês de reciprocidade. Esse tenderia a deteriorar-se diante do avanço das relações inspiradas no utilitarismo e pragmatismo típico do projeto burguês de sociedade. O tipo de cooperação sociotécnica atribuída ao campesinato – em oposição ao processo de urbanização – é o da ajuda mútua e troca de favores, das quais deduzimos a noção de “reciprocidades”. Para além de sustentar uma forma sócio-histórica de organização coletiva para produção, as reciprocidades também respondem pela produção subjetiva e simbólica de “sujeitos recíprocos”. Nesse texto discutimos o papel educacional da educação do campo no que se refere a promover as práticas de reciprocidades e a produção de sujeitos recíprocos no contexto de duas políticas educacionais para o campo: o curso de Licenciatura Interdisciplinar em Educação do Campo da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ledoc/Ufersa) e o curso de Ciências Sociais “da Terra” (Pronera/MST/UFRN).

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Biografia do Autor

Melquisedeque de Oliveira Fernandes, UFERSA

Professor do Curso de Licenciatura em Educação do Campo na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) Mossoró, RN, Brasil. Doutor em Ciências Sociais pelo programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), com estágio doutoral no International Institute of Social Studies (ISS/Holanda), financiado pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior/CAPES. É graduado e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Publicado
25-08-2021
Como Citar
DE OLIVEIRA FERNANDES, M. O QUE HÁ DE “CAMPO” NAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS PARA O CAMPO?. Revista Inter-Legere, v. 4, n. 31, p. c26434, 25 ago. 2021.
Seção
DOSSIÊ Interdisciplinaridade e Políticas Públicas