PERCEPÇÃO AMBIENTAL SOBRE A MORADIA EM APARTAMENTOS
Estudos de caso com crianças e seus responsáveis
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n2ID40045Palabras clave:
Criança e ambiente, ergonomia do ambiente construído, espaço de morarResumen
Este artigo investiga a percepção ambiental de crianças sobre seus espaços de moradia, considerando também a perspectiva de seus responsáveis. Fundamentado nos princípios da psicologia ambiental e da ergonomia do ambiente construído, o estudo explora a relação pessoa-ambiente e o significado do lar na construção de memórias e vínculos afetivos. A pesquisa foi conduzida com quatro crianças, entre 4 e 9 anos, residentes em edifício habitacional em Maceió, Alagoas. Utilizou-se a interpretação de desenhos infantis e a dinâmica do periscópio reverso para coleta e análise dos dados. Os resultados evidenciam que a moradia, enquanto primeiro espaço de apropriação infantil, influencia diretamente a percepção de conforto, segurança e autonomia. As crianças demonstraram distintas formas de se relacionar com o ambiente, revelando que elementos como a configuração espacial e a qualidade das interações familiares são determinantes na construção de sentidos de lugar. A aplicação do periscópio reverso permitiu aos responsáveis visualizar o ambiente a partir da perspectiva infantil, identificando barreiras físicas e desafios de usabilidade. Constatou-se a necessidade de adaptar o espaço residencial para melhor atender às necessidades físicas, cognitivas e emocionais das crianças. O estudo reforça a importância de incorporar a percepção infantil nas práticas projetuais, propondo diretrizes para o planejamento de habitações mais inclusivas e sensíveis às diversidades humanas.
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