Cruzeiros marítimos: realidade da oferta e da demanda no mercado brasileiro
Palavras-chave:
Turismo, turismo marítimo, cruzeiros marítimos, comportamento da oferta e da demanda, infraestrutura portuária.Resumo
O turismo marítimo apresenta uma demanda crescente e constante nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, esse mercado vinha se destacando com crescimento exponencial da demanda, no entanto, a partir da temporada 2011/2012 a taxa de crescimento tem apresentado queda. Este estudo de caráter exploratório e descritivo utiliza o método de procedimento matemático e tem como objetivo geral identificar a realidade da oferta e da demanda no mercado brasileiro de cruzeiros marítimos. Para atingi-lo foram identificados os históricos da oferta e da demanda, no período de 2004 a 2013, e da situação atual da infraestrutura portuária, através da utilização de técnicas de documentação indireta, procedimento documental e bibliográfico. Para se comparar a taxa de crescimento do mercado brasileiro com os principais mercados foi realizado cálculo da extrapolação matemática exponencial. Os resultados apresentados indicam que o Brasil é o único país entre os dez maiores mercados de cruzeiros marítimos, que possui taxa de crescimento negativo, indicando haver uma crise no segmento de cruzeiros marítimos, cujo motivo aponta para os problemas estruturais como sendo uma das causas da queda da oferta e da demanda no mercado brasileiro.
Downloads
Referências
Aaker, D. A., Kumar, V., & Day, G. S. (2001). Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas.
Andrade, C., & Robertson, M. H. (2012). Turismo de cruzeiros: evolução, sustentabilidade e tematização do setor. In: E. Amorim, C. Andrade, P. Tarlow, V. Mariotti, & N. Cardona, Abordagem multidisciplinar dos cruzeiros turísticos. Textiverso.
Barbosa, D. L., & Milone, G. (2004). Estatística aplicada ao turismo e hotelaria. São Paulo: Pioneira Thomson Learning.
Barrow, M. (2008). Estatística para economia, contabilidade e administração. São Paulo: Ática.
BRASIL CRUISES. (2013). Associação Brasileira de Terminais de Cruzeiros Marítimos. Acesso em 8 de agosto de 2013, disponível em Escalas. Arraial do Cabo: http://www.brasilcruise.com.br/Escalas.asp
Brasil. (2012). Ministério do Planejamento. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Acesso em 4 de julho de 2013, disponível em Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2003-2009. Brasília: http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/export/sites/default/dadosefatos/outros_estudos/estudos_ibge/downloads_estudos_pesquisas_IBGE/Estudo_Economia_do_Turismo_x_Uma_Perspectiva_Macroeconxmica_-_2003-2009.pdf
Brasil. (2013a). Presidência da República. Casa Civil. Acesso em 29 de setembro de 2013, disponível em LEI Nº 12.815, DE 5 DE JUNHO DE 2013. Capítulo I. Artigo II. Parágrafo VII: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12815.htm
Brasil. (2013b). Ministério do Planejamento. Programa de Aceleração do Crescimento 2. Acesso em 29 de setembro de 2013, disponível em Transportes. Portos: http://www.pac.gov.br/transportes/portos/br/10
CLIA. (2006). Cruise Line International Association. Acesso em 22 de janeiro de 2014, disponível em The 2006 overview: http://tourism-intelligence.com/catalog/download_product.php?dfn=Njk=
CLIA. (2009). Cruise Line International Association. Acesso em 22 de janeiro de 2014, disponível em 2009 CLIA Cruise Market Overview: Statistical Cruise Industry Data Through 2008: http://www.cruising.org/sites/default/files/pressroom/2009_Market_Overview.pdf
CLIA. (2010). Cruise Line Internation Association. Acesso em 22 de janeiro de 2014, disponível em 2010 CLIA Cruise Market Overview: Statistical Cruise Industry Data Through 2009: http://www.cruising.org/sites/default/files/misc/2010FINALOV.pdf
CLIA. (2011a). Cruise Line International Association. Acesso em 17 de maio de 2013, disponível em CLIA 2011: Cruise Market Overview. Fort Lauderdale: http://cruising.org/sites/default/files/misc/2011FINALOV.pdf
CLIA. (2011b). Cruise Line International Association. Acesso em 17 de maio de 2013, disponível em CLIA 2011: Cruise market profile study. Fort Lauderdale: http://www.cruising.org/sites/default/files/pressroom/Market_Profile_2011.pdf
CLIA. (2012). Cruise Line International Association. Acesso em 11 de agosto de 2013, disponível em CLIA 2012: Cruise industry update. Fort Lauderdale: http://www.cruising.org/sites/default/files/pressroom/2012CruiseIndustryUpdateFinal.pdf
CLIA. (2013a). Cruise Line International Association. Acesso em 19 de maio de 2013, disponível em CLIA: North America cruise industry update. Fort Lauderdale: http://www.cruising.org/sites/default/files/pressroom/CruiseIndustryUpdate2013FINAL.pdf
CLIA. (2013b). Cruise Line International Association. Acesso em 25 de 09 de 2013, disponível em CLIA: 2013 Cruise Industry: http://www.cruising.org/sites/default/files/pressroom/January30Deck_FINAL.pdf
CLIA. (2013c). Cruise Line International Association. Acesso em 24 de janeiro de 2014, disponível em CLIA 2013: The Contribution of the North American Cruise Industry to the U.S. Economy in 2012: http://www.cruising.org/sites/default/files/pressroom/2012EconomicStudies/EconStudy_Full_Report_2012.pdf
CLIA. (2014a). Cruise Line International Association. Acesso em 22 de janeiro de 2014, disponível em The state of the cruise industry in 2014: global growth in passengers numbers and product offerings: http://www.cruising.org/news/press_releases/2014/01/state-cruise-industry-2014-global-growth-passenger-numbers-and-product-o
CLIA. (2014b). Cruise Line International Association. Acesso em 13 de abril de 2014, disponível em CLIA 2014 state of the cruise industry report: http://www.cruising.org/sites/default/files/pressroom/Infographic.pdf
CLIA-ABREMAR. (2006). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em 16 de maio de 2013, disponível em Caracterização da demanda e dimensionamento de impactos econômicos nas viagens de cruzeiros marítimos no Brasil. São Paulo: http://migre.me/ePe7l
CLIA-ABREMAR. (2010). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em 10 de abril de 2013, disponível em Infraestrutura portuária no Brasil: http://www.globalgarbage.org/turmapontocom/downloads/ABREMAR%20Estudos%20dos%20Portos%20FINAL_2011.pdf
CLIA-ABREMAR. (2011). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em 17 de maio de 2013, disponível em Cruzeiros marítimos: estudo de perfil e impactos econômicos no Brasil. São Paulo: http://www.abremar.com.br/down/fgv2011.pdf
CLIA-ABREMAR. (2013a). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em 5 de agosto de 2013, disponível em Associados: http://www.abremar.com.br/clia-abremar-brasil/
CLIA-ABREMAR. (2013b). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em 3 de julho de 2013, disponível em Temporadas 2010/2011 - 2011/2012 – 2012/2013. São Paulo: http://www.abremar.com.br/temporadas
CLIA-ABREMAR. (2013c). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em 5 de agosto de 2013, disponível em Brasil perde posições no ranking mundial de cruzeiros. São Paulo: http://www.abremar.com.br/abremarnews/jul/index.htm
CLIA-ABREMAR. (2013d). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em 27 de outubro de 2013, disponível em ABREMAR: Temporada 2013/2014 de cruzeiros marítimos começa em novembro: http://www.abremar.com.br/temporada-20132014-de-cruzeiros-maritimos-comeca-em-novembro-2/
CLIA-ABREMAR. (2014). Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas. Acesso em: 31 julho 2014, disponível em Cruzeiros marítimos: estudo de perfil e impactos econômicos no Brasil: http://www.abremar.com.br/down/fgv2014.pdf
CLIA-Australasia. (2013). Acesso em 22 de janeiro de 2014, disponível em Cruise Industry Report: Australia 2012: http://www.cruising.org.au/downloads/CLIA-Statistics-Report-AU-2012.pdf
CLIA-Europa. (2011). European Cruise Council. Acesso em 19 de janeiro de 2014, disponível em Statistics and source markets 2010. London: http://www.irn-research.com/files/2213/0224/9943/ECC%20Stats%20and%20marts%202010%20Final.pdf
CLIA-Europa. (2012a). European Cruise Council. Acesso em 8 de julho de 2013, disponível em ECC The cruise industry: contribution of cruise industry to the economies of Europe 2012 edition. London: http://www.ashcroftandassociates.com/downloads/EIR_2012_Report.pdf
CLIA-Europa. (2012b). European Cruise Council. Acesso em 10 de agosto de 2013, disponível em ECC 2011/2012 Report: making a real social and economic contribution to Europe´s economy. London: http://www.europeancruisecouncil.com/content/ECC%20Report%202011%202012.pdf
CLIA-Europa. (2012c). European Cruise Council. Acesso em 19 de janeiro de 2014, disponível em ECC 2010/2011 Report: Grow, develop, innovate, build, protect, health, people, communities, responsible, safe, environment, enjoyment, holidays: http://www.ashcroftandassociates.com/images/ECC-LR.pdf
CLIA-Europa. (2013a). European Cruise Council. Acesso em 10 de agosto de 2013, disponível em The cruise industry: Contribution of Cruise Tourism to the Economies of Europe 2013 Edition. London: http://global.cruising.org/docs/germany-docs/2012-ecc-economic-impact-report.pdf?sfvrsn=2
CLIA-Europa. (2013b). European Cruise Council. Acesso em 10 de agosto de 2013, disponível em Cruise operators. London: http://www.europeancruisecouncil.com/CruiseOperators.aspx
Cooper, C., Fletcher, J., Wanhill, S., Gilbert, D., & Shepherd, R. (2001). Turismo, princípios e práticas (2 ed.). Porto Alegre: Bookman.
Costa Cruzeiros. (2013). Costa Cruzeiros. Acesso em 6 de agosto de 2013, disponível em America do Sul. São Paulo: http://www.costacruzeiros.com/br/f%C3%A9rias_cruzeiro/am%C3%A9rica_do_sul.html
Dencker, A. (2003). Métodos e técnicas de pesquisa em turismo. São Paulo: Futura.
Elliot, S., & Choi, H. (2011). Motivational considerations of the new generations of cruising. Journal of Hospitality and Tourism Management , pp. 41–47.
FECOMÉRCIOSP. (2012). A evolução da classe média e o seu impacto no varejo: diagnósticos e tendências. Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo. São Paulo: Fischer 2.
Ibero Cruzeiros. (2013). Ibero Cruzeiros. Acesso em 6 de agosto de 2013, disponível em Grand Celebration: http://www.iberocruzeiros.com.br/Content/files/ibero_as1314_gcel.pdf
ISL. (2010). Institute of Shipping Economics and Logistics. Acesso em 18 de setembro de 2013, disponível em Shipping statistics and market review: http://migre.me/g81rQ
JONES, R. V. (2011). Motivations to cruise: An itinerary and cruise experience study. JONES, R. V. Motivations to cruise: An itinerary and cruise eJournal of hospitality and tourism management , 18, p. 30-40.
LEAL, F., SOARES, M., Pacheco, N., & Catrambry, T. (2013). O mercado de cruzeiros marítimos no Brasil: uma análise da demanda potencial no estado do Rio de Janeiro. Observatório de Inovação do Turismo – Revista Acadêmica , VII.
Malhotra, N. (2004). Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada (4 ed.). São Paulo: Bookman.
Mancini, M. (2010). The CLIA guide to the cruise industry. Stamford: Cengage Learning.
Mathieson, A., & Wall, G. (1992). Tourism: economic, phisical and social impacts. Harlow: Pearson.
Mattar, F. N. (1997). Pesquisa de Marketing: metologia e planejamento (4 ed., Vol. 1). São Paulo: Atlas.
McDonald, K. (2013). Crafting the customer experience for people not like you. Hoboken: John Wiley & Sons.
MSC Cruzeiros. (2013). MSC Cruzeiros. Acesso em 6 de agosto de 2013, disponível em America do Sul. São Paulo: http://www.msccruzeiros.com.br/br_pt/Destinos-Cruzeiros/America-do-Sul/Overview.aspx
Page, S. (2001). Transporte e Turismo. Sãp Paulo: Bookman.
PANROTAS. (2013). Acesso em 27 de setembro de 2013, disponível em http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/cruzeiros/costa-tira-mais-um-navio-da-temporada-brasileira_91595.html
Perkins, M. (14 de 05 de 2012). Gianni Onorato, President of Costa Crociere. Acesso em 29 de 10 de 2013, disponível em Travel Pulse: http://www.travelpulse.com/gianni-onerato-president-of-costa-crociere.html
Perreault Jr, W., & McCarthy, E. J. (2003). Essentials of marketing: a global-managerial approach (9 ed.). New York: McGraw-Hill.
Pullmantur. (2013). Pullmantur. Acesso em 6 de agosto de 2013, disponível em Brasil. São Paulo: http://www.pullmantur.com.br/media/pdf/catalogos-reducidos/cruzeiros-brasil-2013-14.pdf
Research and markets. (2012). Caribbean tourism report. Acesso em 29 de 10 de 2013, disponível em Business wire: http://web.ebscohost.com/ehost/detail?vid=4&sid=0b234a4c-fe65-4bec-aaae-be78777c9da2%40sessionmgr13&hid=28&bdata=Jmxhbmc9cHQtYnImc2l0ZT1laG9zdC1saXZl#db=bwh&AN=bizwire.c43421885
Royal Caribbean. (2013). Royal Caribbean. Acesso em 6 de agosto de 2013, disponível em America do Sul. São Paulo: http://migre.me/g2QAs
Ruschmann, D. (2003b). Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente (10 ed.). Campinas: Papirus.
Sancho-Perez, A. (2006). (Coord.). Introdução à metodologia da pesquisa em turismo .
Seldon, L., & Seldon, C. (2013). A new look at Costa Cruises. Cruise travel magazine (march-april), 42-45.
Swarbrooke, J., & Horner, S. (2002). O comportamento do consumidor no turismo (1 ed.). São Paulo: Aleph.
Trigo, L. G. (2009). Turismo básico (8 ed.). São Paulo: Senac.
Vogel, M., & Oschmann, C. (2012). The demand for ocean cruises - The three perspectives. In: M. Vogel, A. Papathanassis, & B. Wolber, The business and management of ocean cruises (pp. 3-18). Wallingford, UK: Cabi.
WTO. (2010). Cruise Tourism: Current Situation and Trends. World Tourism Organization, Madri.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).