A “ciência sem nome” de Aby Warburg ainda interessa à (re)escritura historiográfica da arte?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36025/arj.v9i1.29639

Palavras-chave:

Imagem, Historiografia, Antropografia, Antropofagia

Resumo

O presente artigo aborda a recente difusão da “ciência sem nome” de Aby Warburg, particularmente no contexto latino-americano. Para tanto, faz-se uma revisão da tardia tradução do pensamento warburguiano (principalmente em línguas neolatinas) na segunda metade do século XX, fenômeno este que foi agudizado nas primeiras duas décadas do século XXI, encontrando ecos notórios em autores contemporâneos como Belting, Agamben e Didi-Huberman. De permeio, discute-se algumas das causas da longa invisibilidade do pensamento de Warburg para, enfim, delinear possíveis respostas para a seguinte questão: tal pensamento ainda interessa à intensa (re)escritura historiográfica da arte ora acontecendo no contexto acadêmico brasileiro?

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Biografia do Autor

Afonso Medeiros, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Afonso Medeiros (José Afonso Medeiros Souza) é Professor Titular de Estética e História da Arte do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará, atuando no Programa de Pós-Graduação em Artes, na Licenciatura e no Bacharelado em Artes Visuais. Vive e trabalha em Belém, Brasil

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Publicado

28-07-2022

Como Citar

MEDEIROS SOUZA, J. A. A “ciência sem nome” de Aby Warburg ainda interessa à (re)escritura historiográfica da arte?. ARJ – Art Research Journal: Revista de Pesquisa em Artes, [S. l.], v. 9, n. 1, 2022. DOI: 10.36025/arj.v9i1.29639. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/artresearchjournal/article/view/29639. Acesso em: 27 set. 2022.

Edição

Seção

Variações sobre o Warburgiano / Variaciones sobre lo Warburguiano