Educação em espaço insular: o caso das escolas de fazenda de Marajó, no Pará

Autores

  • Sônia Maria da Silva Araújo Universidade Federal do Pará

Palavras-chave:

Escolas-fazenda. Marajó. Latifúndio.

Resumo

Este artigo resulta de uma pesquisa empírica, realizada no interior de Soure, Ilha de Marajó, no extremo norte do estado do Pará, Brasil. Ele descreve a constituição de escolas de fazenda na foz do rio Amazonas. Para tanto, se fundamenta, teoricamente, nos escritos de Raymond Williams. Metodologicamente, utilizou-se, para a coleta dos dados, a técnica da entrevista e da observação. Resultante originalmente do sistema de  sesmarias, as fazendas de Marajó foram, ao longo desses cinco séculos, desenvolvendo um latifúndio perpetuado pelo privilégio de herança: são terras de família. Nessas terras, onde não há espaço público, se instituiu, nos anos de 1930, a prática da escolarização que, em meio ao sistema de relações sociais estabelecidas pela instituição fazenda, articulou as gentes do lugar a outros sistemas constituídos pela sociedade brasileira como os centros urbanos, as agências formadoras de professores e instituições públicas de gerenciamento da educação. Mas a escola instituída dentro do latifúndio consolidou-se aprisionada a um sistema social de relações desprovido de liberdade pública de participação.

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Biografia do Autor

Sônia Maria da Silva Araújo, Universidade Federal do Pará

Profa. Dra. Sônia Maria da Silva Araújo
Centro de Educação da UFPA
Coordenadora do Grupo de Pesquisa Constituição do Sujeito, Cultura e Educação
E-mail | somentesonia@hotmail.com

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Publicado

15-06-2007

Como Citar

Araújo, S. M. da S. (2007). Educação em espaço insular: o caso das escolas de fazenda de Marajó, no Pará. Revista Educação Em Questão, 28(14). Recuperado de https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/4465

Edição

Seção

Artigos