As mulheres em África: dinâmicas informais de socialização, educação, reprodução e inovação cultural

Autores

  • Maria Manuela Borges Universidade Nova de Lisboa

Palavras-chave:

África ocidental. Gênero. Associativismo. Mudança social.

Resumo

As formas de organização social das mulheres são comuns em África e estas práticas associativas das mulheres têm sido relacionadas com as assimetrias de género Assim sendo, o habitus histórico do associativismo feminino na África Ocidental dever-se-ia à posição social da mulher nas sociedades linhageiras, em que as hierarquias baseadas na senioridade e género, dispensando a participação das mulheres no poder e autoridades públicos, e instituindo assimetrias que marginalizavam socialmente as mulheres, teria propiciado os motivos, os meios e as oportunidades para a sua autonomia e individualização, concorrendo para o fenômeno do associativismo voluntário feminino. Em síntese, o dinamismo associativo feminino em África, tem sido explicado enquanto um habitus feminino, fundado no costume das mulheres se reunirem em associações, para promover os seus interesses económicos, sociais e políticos, associações essas que, embora tenham sido prejudicadas pelo impacto do colonialismo que não as reconheceu e as ignorou na administração colonial, teriam ressurgido após as independências, mesmo se adaptadas aos actuais circunstancialismos das sociedades em que se inserem. A comunicação reflecte sobre este movimento organizativo multi-funcional, procedendo na base da adesão voluntária e do sistema mutualista, a  partir do trabalho de campo realizado em Bissau (Guiné-Bissau) entre 1995 e 1997.

 

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Publicado

15-04-2005

Como Citar

Borges, M. M. (2005). As mulheres em África: dinâmicas informais de socialização, educação, reprodução e inovação cultural. Revista Educação Em Questão, 22(8), 7–33. Recuperado de https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/8356

Edição

Seção

Artigos