CONCENTRAÇÃO ALCOÓLICA DE ANTISSÉPTICOS BUCAIS COMERCIALIZADOS NO BRASIL NO INÍCIO DA SEGUNDA DÉCADA DO SÉC. XXI

  • Raphael Ferreira de Souza Bezerra Araújo Graduação em Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, Brasil.
  • Meily de Mello Sousa Mestranda em Saúde Coletiva pela UFRN
  • Kenio Costa Lima Professor associado IV da UFRN e do Programa de Pós-Graduação em Odontologia e em Ciências da Saúde da UFRN
Palavras-chave: Etanol, Antissépticos Bucais, Neoplasias Bucais, Concentração (Química)

Resumo


Introdução: Os antissépticos bucais costumam ser utilizados pela população de forma indiscriminada como método auxiliar na higiene bucal. A maioria desses produtos contém o álcool (etanol) na sua composição, que pode provocar lesões à mucosa bucal. Objetivo: Esse estudo visa determinar qualitativamente e quantitativamente a presença de etanol nos enxaguatórios e avaliar se a concentração alcoólica encontrada está de acordo com a concentração alcoólica informada pelos fabricantes dos bochechos mais disponíveis no Brasil.  Métodos: A amostra foi composta por 26 colutórios, que foram submetidos ao método de Cordebard modificado para determinação da média das concentrações alcoólicas. Resultados: Dos 26 produtos testados, apenas 5 (19,23%) realmente não continham etanol na sua composição. Um dado preocupante é o fato de ter sido encontrado álcool, mesmo que em baixa concentração, em 2 (7,69%) colutórios que afirmam não possuírem etanol na sua composição. Nesse estudo, também foi observado que 11 (42,31%) bochechos apresentaram uma concentração alcoólica superior a 10% (Concentração alcoólica máxima recomendada para pessoas acima de 10 anos pela Food and Drug Administration) Conclusões: Recomenda-se que os níveis de álcool, quando utilizados nos antissépticos bucais, devem ser apenas o suficiente para desempenhar o seu papel de solvente e estabilizador.

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Publicado
02-02-2016
Como Citar
ARAÚJO, R. F. DE S. B.; SOUSA, M. DE M.; LIMA, K. C. CONCENTRAÇÃO ALCOÓLICA DE ANTISSÉPTICOS BUCAIS COMERCIALIZADOS NO BRASIL NO INÍCIO DA SEGUNDA DÉCADA DO SÉC. XXI. Revista Ciência Plural, v. 1, n. 3, p. 26-37, 2 fev. 2016.
Seção
Artigos