MARCELLO PERA E A RACIONALIDADE RETÓRICA DA CIÊNCIA

Autores

  • Adan John Gomes da Silva IFRN

Resumo

 

O debate acerca da racionalidade científica é um tema antigo, mas que ganhou atenção especial graças às pesquisas historiográficas que, a partir de meados do século XX, minaram nossa visão tradicional de ciência. Com efeito, a ideia segundo a qual o caráter racional da ciência depende de sua conformidade a um método preciso e universal foi abalada quando os historiadores constataram não haver tal método, o que levou alguns deles a concluir que, dada essa ausência, a ciência não poderia ser considerada um empreendimento totalmente racional. Dentro desse contexto, Marcello Pera oferece uma perspectiva que, ao mesmo tempo em que corrobora a falência do modelo metodológico, salva a ciência das consequências irracionalistas que lhe foram imputadas. Nesse sentido, ele propõe que rejeitemos a ideia segundo a qual a ciência só pode ser racional se for baseada num método preciso e universal, adotando em seu lugar aquela que vê na retórica – isto é, num conjunto de estratégias argumentativas e persuasivas – a responsável pela racionalidade dos debates científicos. Para isso é que ele empreende, após analisar uma série de casos históricos nos quais a perspectiva retórica mostra-se mais fecunda e esclarecedora do que a metodológica, um estudo minucioso a fim de descobrir e legitimar o tipo de lógica implícita nesses debates. O que pretendemos com este texto é apresentar as motivações, argumentos e exposições feitas por Pera em sua proposta de transferir a racionalidade científica da área do método para a área da retórica.

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Biografia do Autor

Adan John Gomes da Silva, IFRN

Mestre em filosofia pela UFRN.

Atualmente, professor de filosofia no Instituto federal de educação, ciência e tecnologia.

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Publicado

31-01-2015

Como Citar

DA SILVA, A. J. G. MARCELLO PERA E A RACIONALIDADE RETÓRICA DA CIÊNCIA. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, [S. l.], v. 1, n. esp, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/saberes/article/view/6289. Acesso em: 9 dez. 2022.