O Pandemônio de 1918

Testemunho de um médico para a posteridade

  • André Luiz Venâncio Junior Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ Estudante de Doutorado
  • Ana Chrystina Venancio Mignot
Palavras-chave: Moncorvo Filho, gripe espanhola, pandemia, testemunho

Resumo

Publicado em 1924, O Pandemônio de 1918 traduziu o ponto de vista de do médico Moncorvo Filho, vinculado ao movimento higienista, a respeito da pandemia da gripe espanhola. Entendia que a maneira de superar as mazelas sociais e conduzir o país ao progresso, estaria relacionada ao combate às doenças como a tuberculose, o alcoolismo e a mortalidade infantil, o que o levou a mobilizar esforços para criar o Instituto de Proteção e Assistência à Infância (IPAI). O autor mostra como agiu em torno da manifestação da gripe espanhola, a partir de uma perspectiva intervencionista, compromissada em curar a doença e ensinar práticas de higiene aos indivíduos para que pudessem evitá-la. Problematizar como sua escrita relata a pandemia, além de interpretar como ele estava inserido num movimento comprometido em pensar uma medicina articulada a preceitos pedagógicos de higiene, é o horizonte deste texto.

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Publicado
16-10-2020
Como Citar
Venâncio Junior, A. L., & Venancio Mignot, A. C. (2020). O Pandemônio de 1918. Revista Educação Em Questão, 58(58). https://doi.org/10.21680/1981-1802.2020v58n58ID21540
Seção
Artigos