A CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DA MORTE EM SCHOPENHAUER

Autores

  • Milene Dayana Lobato Universidade do Estado do Pará

Resumo

Este artigo objetiva explicitar o pensamento filosófico de Arthur Schopenhauer (1788-1860) sobre a morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si e suas interpretações no homem como vontade e representação do mundo. A construção deste trabalho filosófico se baseou em uma pesquisa bibliográfica, aprofundando o pensamento schopenhaueriano sobre o assunto em seus escritos como O mundo como vontade e representação e Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si, utilizando também referências da filósofa brasileira e professora da USP, Scarlett Marton. A perspectiva de Arthur sobre esse tabu na atualidade quebra a concepção equivocada da humanidade sobre a morte ser algo ruim ou assustador. Seu pensamento é visto um tanto quanto pessimista, no entanto, o problema não é sua interpretação sobre o assunto, mas a construção histórica que a sociedade compõe de ignorar a morte e viver como se esta nunca fosse chegar. As características que o filósofo expõe sobre o que é a morte e o que é a vida, sofreram grandes mudanças desde o século XIX em que viveu, até hoje no século XXI, descrevendo uma banalização da morte e uma distorção do seu significado. Espero com este texto contribuir para o aprofundamento do debate filosófico sobre a morte em Schopenhauer e sua relação com as diversas concepções existentes na contemporaneidade.

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Biografia do Autor

Milene Dayana Lobato, Universidade do Estado do Pará

Departamento de Filosofia e Ciências Sociais; Curso de Licenciatura Plena em Filosofia.

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Publicado

09-02-2018

Como Citar

LOBATO, M. D. A CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DA MORTE EM SCHOPENHAUER. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, [S. l.], n. 17, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/saberes/article/view/12907. Acesso em: 18 jul. 2024.